Presidente chinês faz dura advertência aos separatistas

Presidente chinês Xi Jinping, em 12 de outubro de 2019, no nepal

O presidente chinês, Xi Jinping, advertiu os partidários dos "separatismo" que terão os "corpos esmagados"", em um contexto de ativismo a favor da independência do Tibete e após quatro meses de protestos em Hong Kong.

Ele fez o alerta durante uma visita no fim de semana ao Nepal, de acordo com um comunicado divulgado pelo ministério das Relações Exteriores.

"Qualquer um que tentar separar qualquer região da China vai perecer, com seus corpos esmagados e ossos transformados em pós", disse Xi, segundo o ministério.

"Qualquer força exterior que apoiar a divisão da China só pode ser considerada delirante pelo povo chinês", acrescentou em uma reunião com o primeiro-ministro nepalês, K.P. Sharma Oli.

O governante nepalês afirmou a Xi Jinping que seu país, que tem fronteira com o Tibete (sudoeste da China), "não permitiria a nenhuma força utilizar o território nepalês para executar atividades separatistas anti-China", afirma o comunicado do ministério.

Quase 20.000 tibetanos vivem no Nepal. Mas por pressão de Pequim, o atual governo comunista nepalês adota uma posição rígida contra suas atividades no país.

Xi não mencionou diretamente nenhuma região, mas os comentários foram feitos após novos confrontos em Hong Kong entre policiais e manifestantes contrários ao governo de Pequim.

A China afirma que "forças externas" alimentam os protestos em Hong Kong, uma região semiautônoma cujos cidadãos gozam, em tese até 2047, de liberdades que não existem no restante da China.

Os protestos começaram depois da apresentação de um polêmico projeto de lei que permitiria a extradição à China continental.

O projeto de lei foi abandonado, mas as manifestações não dão trégua.

Ao mesmo tempo, Pequim endureceu a posição a respeito de Taiwan, desde que Tsai Ing-wen foi eleita presidente em 2016, já que seu governo se nega a reconhecer que a ilha é parte de "uma única China".

Taiwan é uma região autônoma desde 1949, mas a China considera a ilha como parte inseparável de seu território e está disposta a recuperá-la.