Presidente colombiano analisa incursão militar da Venezuela

(Arquivo) O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, analisava nesta quinta-feira com a ministra das Relações Exteriores, Maria Angela Holguin, o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, e autoridades militares a alegada incursão e acampamento de venezuelanos uniformizados no leste do país, informaram fontes oficiais.

"Desde as 08h00, o presidente Santos analisa as informações recebidas sobre a suposta presença militar da Venezuela em Arauca", informou o gabinete da presidência.

Santos deveria viajar esta manhã para Montelíbano, departamento (estado) de Córdoba (noroeste), para inaugurar a sede Agroindustrial do Serviço Nacional de Aprendizagem (Sena), mas sua participação foi cancelada "devido ao mau tempo", informou a presidência em sua conta no Twitter.

Mais cedo, o ministério das Relações Exteriores anunciou em um comunicado que se pronunciaria "nas próximas horas" sobre a situação e as "medidas tomadas para assegurar a soberania da Colômbia", depois de "inspeção no local e da reunião com as autoridades do país vizinho", prevista para esta manhã.

De acordo com o texto, na quarta-feira, "no período da tarde", Holguin e Villegas contactaram seus colegas na Venezuela, Delcy Rodríguez e Vladimir Padrino, "depois de receber informações das Forças Armadas da Colômbia sobre a instalação de um acampamento militar venezuelano no município de Arauquita, departamento de Arauca", perto da fronteira.

O governador de Arauca, Ricardo Alvarado, declarou que os soldados do país vizinho teriam se instalado em uma área rural de Arauquita, município considerado estratégico por ter uma rota que permite comunicar o Mar do Caribe com o Oceano Pacífico, de Caracas ao porto colombiano de Buenaventura.

Em janeiro de 2016 as autoridades colombianas investigaram um incidente envolvendo troca de tiros na mesma região.

Colômbia e Venezuela compartilham uma fronteira porosa de 2.200 quilômetros. Em 2015 e 2016, os dois países viveram momentos de tensão gerados pelo fechamento da fronteira pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, citando problemas de contrabando, tráfico de drogas e de segurança.