Presidente de comissão da Alerj comemora liminar que freia venda da SAF do Vasco: 'Queremos apenas transparência'

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio deferiu liminar da Comissão de Defesa de Consumidor da Assembleia Legislativa, que suspende o rito em andamento para a venda da SAF do Vasco para a 777 Partners e obriga o clube a disponibilizar o contrato assinado com o grupo americano.

Fábio Silva (União), deputado estadual e presidente da comissão, comemorou a decisão.

- Estamos felizes com a decisão. O Poder Judiciário marcou um golaço ao entender perfeitamente que a venda do clube tem que ter o acompanhamento dos torcedores. Não somos contra a venda do Vasco da Gama, muito menos contra a SAF, queremos apenas que o contrato tenha transparência para que os torcedores e o próprio Vasco da Gama não sejam prejudicados. O Flamengo ganhou ontem, mas quem ganhou hoje foram os torcedores vascaínos com a decisão da Justiça - afirmou ao GLOBO.

O juiz Luiz Alberto Carvalho Alves, da 3ª Vara Empresarial, acolheu todos os argumentos dados pela comissão da Alerj, da qual também faz parte Chiquinho da Mangueira, deputado estadual (Solidariedade) e benemérito vascaíno.

Vasco vai recorrer

O departamento jurídico do Vasco vai recorrer da decisão, que paralisa o processo de venda. Procurado, o cruz-maltino afirmou que não se manifesta sobre processos em andamento.

Inicialmente, o Vasco pretendia concretizar o negócio até a primeira semana de agosto. Questionado por associados a respeito da falta de transparência em relação a pontos do contrato, o clube tem alegado que existem cláusulas de confidencialidade assinadas com a 777 Partners que proíbem que o documento seja compartilhado na íntegra.

Atualmente, a comissão do Conselho Deliberativo está analisando o contrato para produzir um parecer a respeito da venda da SAF para a 777. Posteriormente, o clube pretendia realizar uma sessão no poder para os conselheiros a se posicionarem contra ou a favor do negócio.

A decisão, porém, caberá ao quadro social. Ele será convocado para participar de Assembleia Geral Extraordinária na qual terá de votar, confirmando ou não a venda. Enquanto a decisão estiver em vigor, o clube não pode convocar a AGE.

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