Presidente de Cuba inicia viagem internacional para fortalecer setor energético

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, iniciou, nesta quarta-feira (16), uma viagem que o levará à Argélia, Rússia, Turquia e China, com o objetivo de fortalecer o "setor de energia elétrica" de seu país, que sofre com apagões prolongados e escassez de combustível.

"Voltamos a atravessar o Atlântico para realizar uma digressão intensa, na qual vamos abordar questões essenciais para o nosso país, fundamentalmente relacionadas com o setor da energia elétrica", informou o presidente no Twitter.

Trata-se de um "giro pela Argélia, Rússia, Turquia e China, atendendo a convites oficiais dos dirigentes dessas nações", acrescentou.

Desde maio, Cuba sofre uma forte crise energética, com apagões diários prolongados na ilha e frequente falta de combustível.

O presidente vai a países, com os quais Cuba mantém acordos neste âmbito.

Embora a Venezuela seja o principal fornecedor de petróleo da ilha, Argélia e Rússia vendem petróleo bruto, enquanto várias usinas termelétricas cubanas têm tecnologia soviética, ou russa.

"O programa desenhado responde às prioridades políticas e econômicas de #Cuba, bem como aos esforços para aliviar os efeitos de uma crise pós-pandêmica que assola o mundo inteiro e, em nosso caso, é agravada pelos efeitos do bloqueio dos Estados Unidos", disse Díaz-Canel.

A China é o segundo maior parceiro comercial da ilha, depois da Venezuela, e um forte aliado político.

Enquanto isso, uma empresa turca aluga para Cuba sete geradores flutuantes que contribuem para a geração de energia elétrica. O último desses equipamentos chegou terça-feira ao porto de Havana.

O presidente viaja acompanhado de vários representantes do governo, como o chanceler Bruno Rodríguez; o vice-primeiro-ministro Ricardo Cabrisas; o ministro da Economia, Alejandro Gil; e o chefe de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca.

A viagem termina em 27 de novembro, dia das eleições municipais na ilha.

"Trabalharemos intensamente para fortalecer laços econômicos e políticos que nos permitam continuar promovendo o desenvolvimento de Cuba", concluiu.

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