Presidente da Aliança LGBTI pede aposentadoria por 'homossexualismo'

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O presidente da Aliança Nacional LGBTI, Toni Reis, enviou um e-mail ao governo federal solicitando sua aposentadoria compulsória retroativa por “homossexualismo”.

O pedido foi uma maneira irônica de protestar contra a decisão do juiz Waldemar Claúdio de Carvalho que autoriza psicólogos a oferecerem terapias de reversão sexual.

“É minha forma de protestar. E também anunciamos que, se for necessário, recorreremos contra a liminar no Supremo Tribunal Federal e na Comissão Interamericana de Direitos Humanos”, afirmou ele ao jornal O Globo.

Reis enviou o requerimento para o juiz que assina a decisão, à procuradora-geral da República, Raquel Dodge e aos ministros Ronaldo Nogueira e Ricardo Barros, do Trabalho e da Previdência Social e da Saúde, respectivamente.

No texto, ele diz que “uma vez que a decisão infere que as pessoas homossexuais são doentes e passíveis de tratamento […] entende-se que a partir dessa decisão, em torno de 20 milhões de pessoas brasileiras que são homossexuais tornam-se inválidas e, portanto, elegíveis para receber aposentadoria por invalidez”.

“Sendo uma dessas pessoas inválidas, devido à minha condição homossexual que é de notório saber, venho por meio deste requerer minha aposentadoria compulsória, com direito a acompanhante especializado, retroativa até o início das primeiras manifestações da minha homossexualidade, por volta do ano de 1970”.