Presidente da Azul faz sugestões à equipe econômica para melhorar ambiente de negócios

Marcello Corrêa
John Rodgerson, presidente da Azul

BRASÍLIA - Depois de anunciar que começará a voar para Nova York e fechar a compra da concorrente Two Flex, o presidente da Azul, John Rodgerson, foi ao Ministério da Economia nesta quinta-feira para falar sobre as demandas do setor no Brasil. Um dos pontos foi a melhora do ambiente de negócios no país.

Rodgerson foi recebido pelo secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, representante do ministro Paulo Guedes, que está fora do Brasil. Foi uma visita de cortesia, mas também para comentar entraves burocráticos.

Um dos problemas citados foi o tratamento tributário dado a aeronaves. Hoje, sai mais barato exportar um avião da Embraer e importá-lo novamente do que comprar o equipamento diretamente no Brasil.

- Por exemplo, a gente recebe uma aeronave da Embraer e tem que exportar e depois importar a aeronave. Estava falando a respeito disso. Isso é necessário? Quem ganha com isso? Só estamos perdendo dinheiro à toa e gastando o meio ambiente. Vamos fazer melhor para ajudar o Brasil a ser eficiente. Quando compro uma aeronave da Embraer aqui no Brasil tenho que voá-la logo - afirmou Rodgerson, em conversa com jornalistas após a reunião.

O executivo da aérea disse que a rota para Nova York e a compra da Two Flex são dois passos importantes para o crescimento da companhia no Brasil. Segundo ele, o objetivo é que a empresa amplie de 150 para 200 o número de cidades em que opera.

- A Azul está crescendo em lugares onde os concorrentes não estão crescendo. A Azul está fora das grandes capitais. A gente está em Campinas, Belo Horizonte, Recife, tem hubs em todos esses lugares. A gente está recebendo muita aeronave nova e estamos falando como podemos crescer ainda mais rápido - disse Rodgerson. - A gente tem muitos lugares aqui no Brasil que precisam ser conectados. A compra da Two Flex ajuda. A gente está em Mossoró até Nova York agora. Isso é legal. A gente está em 150 cidades agora, mas a gente quer chegar em 200 cidades no país.