Presidente da Caixa admite problema no aplicativo do banco e diz que é impossível acabar com as filas

Geralda Doca
Fila em agência da Caixa em Rocha Miranda, no Rio.

BRASÍLIA - O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, admitiu que o aplicativo Caixa Tem - que permite às pessoas que receberam o crédito do auxílio emergencial de R$ 600 em conta poupança digital movimentarem o dinheiro - tem problemas. Ele afirmou é impossível acabar com as filas, mas que o banco tomará providências para minimizar o problema e anunciou a contratação de mais dois vigilantes para trabalhar na organização das filas e mais 500 recepcionistas para auxiliar no atendimento, entre a sala dos terminais eletrônicos e agência.

- O aplicativo tem problema e temos que melhorar – admitiu o presidente, acrescentando: - Nós fizemos um pagamento inimaginável em espaço muito curto de tempo. Houve nesta semana uma aglomeração grande. Estamos agindo para reduzir, resolver não . Preciso deixar muito claro aqui. Não há nenhuma possibilidade de se pagar 50 milhões de pessoas em três semanas se não existir fila. Não vou prometer o que é impossível. O que nós faremos é mitigar, reduzir as filas.

Ele afirmou que a partir de agora o banco vai distribuir dois tipos de senha: uma para quem pode sacar os recursos e está dentro do cronograma e outra para quem está à procura de informações ou precisa de ajuda para fazer o cadastro no sistema da Caixa porque não tem acesso à internet ou não tem aparelho celular:

- As pessoas vão para a fila para fazer perguntas. A maioria vai para outros motivos. Nasceram em outubro e novembro e não podem receber agora.

Guimarães disse ainda que no cronograma de pagamento da segunda parcela do auxílio, que será anunciado na próxima semana, o governo vai tomar o cuidado de separar o público do Bolsa Família dos demais trabalhadores. Segundo ele, a concentração de pagamentos nesta semana foi o principal motivo da formação de filas nas agências.

- Colaremos uma separação, as pessoas nas últimas duas semanas do mês que recebem o Bolsa Família estarão segregadas daquelas que recebem em conta digital, de todo Cadastro Único, de todos os informais porque são os públicos mais carentes e que demandam mais informações.