Presidente da Caixa obriga executivos do banco a fazer flexões

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  01-06-2021, O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, BRASIL, 01-06-2021, O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, obrigou executivos do banco a fazerem flexões e dar estrelas, como ginastas olímpicos, durante o Nação Caixa, evento anual do banco realizado no Hotel Bourbon, um dos melhores de Atibaia, no interior de São Paulo.

O vídeo foi gravado nesta terça-feira (14) por funcionários e viralizou nas redes sociais depois de uma postagem do sindicato dos bancários. Nele, o presidente do banco, Pedro Guimarães, aparece comandando alguns dos seus principais executivos com tom motivacional.

O vídeo começa com uma funcionária sendo estimulada a dar uma estrela sob comando de uma criança que, aparentemente, é ginasta. Ela não consegue e é substituída por um segundo funcionário que também desiste. Por fim, um terceiro executa o movimento de forma atabalhoada.

Em outra cena, já no final do vídeo, Guimarães perfila alguns executivos para fazerem flexões. Ele conta até a décima flexão, quando interrompe a série.

Procurada, a Caixa não quis comentar.

O encontro anual da Caixa ocorre desde a posse de Guimarães no cargo, em 2019. Naquele momento, o presidente Jair Bolsonaro chegou a discursar em tom motivacional.

Desta vez, Guimarães imitou Bolsonaro que, em repetidos eventos, estimulou os presentes a fazerem flexões. Foi assim com o governador de São Paulo, João Doria, em junho de 2019 e, mais recentemente, na formatura dos oficiais da Polícia Rodoviária Federal, em Santa Catarina, em novembro de 2020.

Pessoas próximas afirmam que Guimarães tem um projeto pessoal de ser vice na chapa de Bolsonaro que disputará a reeleição em 2022. Para isso, desenhou projetos da Caixa que, além de gerar receita para o banco, o aproximou de Bolsonaro.

Dentre eles estão o aplicativo Caixa Tem, que permitiu o pagamento do auxílio emergencial e que trouxe ao banco milhares de novos clientes; crédito habitacional com juro menor para militares e policiais, importante base de apoio do presidente.

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