Presidente da Colômbia confirma 112 mortes por cheia de rios

Da EFE

Integrantes do Exército da Colômbia ajudam moradores de Mocoa após avalanche que deixou 112 mortos no município, segundo informou o presidente Juan Manuel SantosExército da Colômbia/EFE

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou hoje (1º) que pelo menos 112 pessoas morreram em uma avalanche de água e pedras causada pelo transbordamento de três rios, que arrasou vários bairros da cidade de Mocoa, capital do departamento de Putumayo, no sul do país. A informação é da Agência EFE.

"Acabam de reportar que estamos em 112 (mortos). Não sabemos quantos serão, seguimos buscando e a primeira coisa que quero dizer é que meu coração e o de todos os colombianos estão com as vítimas desta tragédia", disse Santos aos jornalistas ao chegar a Mocoa.

A tragédia ocorreu na noite de ontem (31), após uma forte chuva aumentar o nível dos rios Mocoa, Sangoyaco e Mulatos, que transbordaram e provocaram uma avalanche de água e pedras que levou tudo o que encontrou pelo caminho.

Ao ser informado, Santos viajou a Mocoa para supervisionar os trabalhos de resgate que estão a cargo das unidades militares na região.

O presidente explicou que a primeira notícia que teve da tragédia foi de madrugada, quando foi avisado pelo diretor-geral da União Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), Carlos Ivan Márquez.

O número de mortos cresceu progressivamente ao longo da manhã. O governante comentou que "30% da chuva de um mês aconteceu ontem à noite e isso gerou um repentino aumento de vários rios", o que produziu as avalanches.

Devido à dimensão da tragédia, os serviços de emergência do principal hospital da cidade (de aproximadamente 45 mil habitantes) colapsaram pela quantidade de feridos, segundo detalhou o comandante da Brigada 27 do Exército, general Adolfo Hernández.

O oficial detalhou que também "estão sendo feitos esforços de busca no setor de Puerto Limón, onde apareceram alguns corpos".

Sobre a situação em Mocoa, cidade situada no meio da floresta da região amazônica que só se comunica com o restante do país por via aérea e por uma precária estrada, o militar afirmou que já começaram a chegar auxílios, apesar das dificuldades de acesso.

Calamidade

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou que declarará o estado de calamidade na cidade de Mocoa. "Vamos fazer um plano de ação com o médico Carlos Ivan Márquez, com o governo e todas as instituições que estão aqui presentes", disse Santos ao chegar a Mocoa para ver a situação pessoalmente.

Com a declaração do estado de calamidade será possível "atender da melhor forma possível esta situação", declarou Santos. "Vamos fazer um plano de ação e iniciar todo o processo de ajuda humanitária, vamos atender os feridos, iniciar todo o processo fúnebre para atender a todas as pessoas falecidas e vamos também começar a restabelecer os serviços que foram suspensos", destacou Santos.

*Matéria ampliada às 15h37