Presidente da CPI da Covid diz que não se pode fazer política com 400 mil mortos

JULIA CHAIB E RENATO MACHADO
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após ser eleito presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que não se "permite fazer política" numa comissão quando o país se aproxima de 400 mil mortos pelo coronavírus. O senador também disse que cabe ao colegiado descobrir erros e omissões e os culpados, "seja ministro, assessor, governador ou prefeito". "Não dá para discutir questões políticas em cima de quase 400 mil mortos. Eu não me permito fazer isso. Eu não me permito porque infelizmente eu perdi um irmão há 50 dias. Eu não viria a uma CPI dessa querendo puxar para um lado ou outro. Não haverá prejulgamento da minha parte." Aziz pregou que os trabalhos sejam "transparentes e técnicos", afirmou que o governo quer colaborar com a comissão e ainda disse que o colegiado não é "para se vingar" de ninguém. "Essa CPI não pode servir para se vingar de absolutamente ninguém. Essa CPI tem que fazer Justiça a milhares de órfãos que a Covid está deixando", avaliou. Aziz ressaltou que não se pode ter lado nem proteger quem tenha se equivocado no combate à Covid. "Não podemos proteger ninguém que falhou ou errou em nome de mais de 400 mil óbitos. E daqui a 60 dias chegaremos a meio milhão de mortes pela Covid", disse. "Ninguém de nós conseguirá fazer milagre, mas podemos dar um norte ao tratamento e ter um protocolo nacional. Descobrir coisas que deixaram de ser feitas e por quem deixou de se fazer, seja ele ministro, assessor, governador ou prefeito desse país", ressaltou.