Presidente da CPI faz apelo para que Bolsonaro esclareça denúncia sobre Covaxin feita por Luis Miranda

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O presidente da CPI, Omar Aziz, fez um apelo ao presidente Jair Bolsonaro para que declare se ele realmente recebeu os documentos sobre a compra da vacina Covaxin durante o encontro com o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor Luis Ricardo Miranda. Segundo Aziz, só o presidente pode esclarecer a dúvida da sociedade brasileira.

— Vamos fazer um apelo ao Excelentíssimo senhor presidente Jair Messias Bolsonaro, que aquele pessoal que vai no cercadinho, pergunte: presidente o senhor recebeu ou não recebeu esse invoice (nota fiscal) — disse Aziz, sugerindo também que o presidente pode responder em uma live.

— Se não a gente vai estar aqui ouvindo pessoas e as pessoas (..) só quem pode responder isso de fato e até hoje não respondeu — justificou.

— Qual o crime dos invoices? — questionou o senador Marcos Rogério (DEM-RO).

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), destacou que são 13 dias em que o presidente não fala sobre o assunto.

— Ele (Bolsonaro) disse ou não disse aos irmãos Miranda que isso era coisa do líder do governo, Ricardo Barros ? — indagou Calheiros.

Uma discussão tomou conta da sessão, e o presidente interrompeu a fala de Rogério e de Renan.

— As intenções estão muito claras — concluiu Aziz.

Bolsonaro cobrou ontem que a CPI da Covid ouça o líder do governo na Câmara. O deputado Luís Miranda disse aos senadores que o próprio Bolsonaro atribuiu irregularidades na compra da vacina indiana a um "rolo" de Ricardo Barros . O líder do governo negou que tenha envolvimento com a compra do imunizante.

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