Presidente da Itália dissolve Parlamento

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, dissolveu o Parlamento nesta quinta-feira (21), o que implica, automaticamente, eleições antecipadas.

"A situação política levou a esta decisão", declarou Mattarela ante as câmeras de televisão, referindo-se ao fim da coalizão de unidade nacional que apoiava o governo liderado pelo economista Mario Draghi.

"Sancionei o decreto de dissolução das Câmaras, com o objetivo para convocar novas eleições no prazo máximo de 70 dias", disse Mattarella, ressaltando que essa decisão é sempre "a última opção".

Mattarella agradeceu a Draghi e a seus ministros pelo trabalho realizado durante "estes 18 meses" de governo. Também recordou que a situação econômica, assim como o custo da energia e dos alimentos, "não permitem muitas pausas" e advertiu que ainda há muitas medidas a serem tomadas.

A renúncia de Draghi abre uma agitada campanha para as eleições antecipadas, que devem ocorrer em 18, ou 25 de setembro, segundo alguns jornais, ou mesmo em 2 de outubro.

Considerado o salvador da zona do euro em 2012, Mario Draghi foi nomeado primeiro-ministro da Itália em fevereiro de 2021 para resgatar a Itália da emergência sanitária, política e econômica, pela qual passava. Jogou a toalha nesta quinta-feira, esgotado pelas disputas dentro de sua coalizão.

A crise política vinha-se formando há meses em Roma, tendo como pano de fundo as lutas internas do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5E). Por fim, desmoronou a heterogênea coalizão que o sustentava e que ia da direita à esquerda.

O fim do Executivo liderado por Draghi pode beneficiar, sobretudo, a coalizão de direita liderada pelo partido pós-fascista Fratelli d'Italia (Irmãos da Itália), dirigido por Giorgia Meloni. Pesquisas indicam sua vitória confortável nas eleições.

kv/mar/tt

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