Presidente de Portugal critica Catar mas vai assistir estreia

Presidente português esteve no último amistoso da seleção antes de viagem ao Catar. Foto: Horacio Villalobos#Corbis/Corbis via Getty Images
Presidente português esteve no último amistoso da seleção antes de viagem ao Catar. Foto: Horacio Villalobos#Corbis/Corbis via Getty Images

O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, disse nesta quinta-feira (17) que "o Catar não respeita os direitos humanos", a três dias da abertura da Copa do Mundo de futebol, mas vai assistir ao jogo Portugal e Gana, em 24 de novembro.

"O Catar não respeita os direitos humanos. Toda a construção dos estádios e tal..., mas, enfim, esqueçamos isto. É criticável, mas concentremo-nos na equipe", disse Marcelo Rebelo de Sousa, na zona de entrevistas no Estádio José Alvalade.

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O Presidente da República falou após a vitória de Portugal sobre a Nigéria, por 4 a 0, no último amistoso antes da partida para o Catar, nesta sexta-feira (18), para a disputa da Copa do Mundo.

Rebelo de Sousa explicou aos jogadores que este será "um campeonato muito difícil", não só por uma inédita calendarização no inverno europeu, como pelas "condições muito difíceis, da construção dos estádios aos direitos humanos".

A associação Frente Cívica pediu ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, Antonio Costa, e ao presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, que boicotem o evento.

Na mesma entrevista, o presidente afirmou que estará no Catar para assistir a estreia da seleção portuguesa: "Para a semana, no Portugal e Gana, lá estarei".

Quanto à performance desportiva, elogiou o último teste, que mostrou que os 26 convocados poderão "estar à altura das circunstâncias" na fase final do Mundial, tendo mostrado "competência técnica e espírito de equipe".

Embora as autoridades do Catar neguem, várias organizações apontam para milhares de mortes naquele país entre 2010 e 2019 em trabalhos relacionados com o Mundial, com um relatório do jornal britânico The Guardian, de fevereiro deste ano, a cifrar o valor em 6.500 óbitos, número que muitos consideram conservador.

A Copa do vai acontecer entre 20 de novembro e 18 de dezembro, com a seleção portuguesa no grupo H, com Uruguai, Gana e Coreia do Sul.