Presidente Duque atinge máximo histórico de desaprovação na Colômbia

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O presidente colombiano, Iván Duque, discursa em Ovejas, norte da Colômbia, em 30 de agosto de 2019 (AFP/JUAN BARRETO)
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O presidente da Colômbia, Iván Duque, atingiu um máximo histórico de desaprovação em agosto, faltando um ano de mandato, devido à pandemia e às maciças manifestações de repúdio à sua administração, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (2).

Setenta e cinco por cento dos entrevistados disseram desaprovar o desempenho do líder conservador, informou a empresa Invamer em seu estudo trimestral sobre a aceitação do governo.

Em maio, a rejeição era de 76%, embora na época o governo enfrentasse protestos diários reprimidos pela polícia.

Duque superou em impopularidade o presidente Andrés Pastrana (1998-2002), que tinha o recorde de 74% de desaprovação, segundo a Invamer.

Setenta e oito por cento dos entrevistados, enquanto isso, disseram concordar com os protestos que tiveram início em 28 de abril contra uma iniciativa já arquivada para cobrar mais impostos da classe média.

As primeiras mobilizações ocorreram em 2019 e voltaram com força este ano, após uma pausa imposta pela pandemia. Nestes três anos de agitação, pelo menos 70 pessoas morreram.

Milhares de pessoas foram às ruas para rejeitar a gestão de Duque e exigir um Estado mais solidário frente aos estragos econômicos provocados pela emergência sanitária. A pobreza disparou, atingindo 42% da população e o desemprego beira os 15%.

Para os pesquisados, a corrupção é o problema mais preocupante (31%), seguido do desemprego (25%), que afeta 1,8 milhão de pessoas, a ordem pública (15%) e o coronavírus (2%).

Depois de um ano e meio de emergência sanitária, 7% disseram não querer se vacinar contra a covid-19 por medo de "efeitos colaterais" principalmente (27%).

A Colômbia aplicou mais de 35,5 milhões de vacinas e 14,7 milhões de pessoas já completaram o esquema vacinal. As cifras de contágios e mortes diminuíram desde o fim de julho, depois de superarem um pico letal provocado pela variante mu, segundo as autoridades.

O país registrou avanço econômico entre abril e junho, puxado sobretudo pelo crescimento nos setores do comércio e da indústria manufatureira, reativados após o estrito confinamento por causa da pandemia.

No segundo trimestre de 2021, a economia cresceu 17,6% e se recuperou de uma recessão provocada pelo coronavírus em 2020.

A pesquisa foi realizada com 1.200 pessoas entre 23 e 28 de agosto, e tem margem de erro de 5%.

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