Presidente do Egito declara três meses de estado de emergência

O presidente egípcio Abdel Fattah el-Sisi durante visita à Casa Branca, no dia 3 de abril de 2017, em Washington, DC

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, anunciou na noite deste domingo (horário local) um "estado de emergência por três meses", após os atentados com explosivos contra duas igrejas coptas, os quais deixaram pelo menos 44 mortos.

"Há uma série de procedimentos a seguir: em primeiro lugar, um estado de emergência de três meses", declarou o presidente com gesto grave, acrescentando que a medida será tomada para "proteger" e "preservar" o país.

O anúncio foi feito em uma entrevista coletiva no Palácio presidencial do Cairo, algumas horas depois do duplo ataque reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI).

Segundo a Constituição egípcia, o chefe de Estado ainda deve submeter essa medida ao Parlamento, que tem uma semana para se pronunciar. Seu grupo político domina a Casa.

Al-Sissi dirige o país com mão de ferro desde a derrocada do islamita Mohamed Mursi em 2013, o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito.