Presidente do Egito diz que acatará decisão da Corte sobre Parlamento

11 de julho de 2012
Mohamed Mursi participa de coletiva de imprensa no dia 14 de junho de 2012 no Cairo

O presidente do Egito, Mohamed Mursi, respeitará a decisão da Corte que suspendeu seu decreto para que o Parlamento dominado por islamitas fosse restabelecido, após a sua dissolução, em meio a uma disputa de poder com os militares e com a Justiça, informou seu gabinete nesta quarta-feira.

"Se a decisão de ontem da Corte Constitucional impede os parlamentares de cumprir com as suas responsabilidades, nós respeitaremos isso porque somos um Estado de Direito", indicou o seu gabinete no comunicado, um dia após a Corte invalidar o decreto de Mursi.

"Haverá consultas com forças (políticas) e instituições e com o Conselho Supremo para que as autoridades legais preparem um caminho adequado para sairmos disso", informou o comunicado.

Na última semana, Mursi ordenou que o Parlamento fosse restabelecido, desafiando uma decisão militar de suspender a casa após uma ordem pronunciada pela Corte no mês passado, antes que os generais transmitissem o poder ao presidente.

O decreto de Mursi foi aplaudido por simpatizantes, que acreditavam que a decisão da Corte de dissolver o Parlamento era política, mas desencadeou uma tempestade de críticas de opositores, que o acusaram de se exceder no desempenho de suas funções.