Presidente do Equador quer referendo para reduzir cadeiras na Assembleia e combater tráfico de drogas

Presidente do Equador, Guillermo Lasso

Por Alexandra Valencia

QUITO (Reuters) - O presidente do Equador, Guillermo Lasso, disse nesta segunda-feira que pedirá aos equatorianos que aprovem, em um referendo, uma redução no número de parlamentares do país e que permitam que os militares apoiem o trabalho da polícia no combate ao narcotráfico e os esforços para proteger as fontes de água.

Lasso, um ex-banqueiro conservador que assumiu o cargo em maio de 2021, tem lutado para conter a crescente violência que seu governo atribui aos traficantes de drogas, enquanto enfrenta forte oposição política e protestos de rua contra suas políticas.

"Os convoco a usar seu poder democrático por meio de uma consulta cidadã que enfrentará problemas que o Equador não conseguiu resolver no passado", disse Lasso em um evento em Quito.

Como a aprovação do referendo de oito perguntas exigiria mudanças na Constituição do país, o tribunal constitucional precisa aprovar a consulta pública antes que uma data para a votação possa ser definida.

Entre as propostas está a de permitir a extradição de equatorianos acusados de tráfico de drogas e crimes organizados em outros países.

Também está em discussão permitir que as Forças Armadas se unam à polícia em operações para manter a ordem pública no país.

Lasso também está pedindo aos eleitores que reduzam o número de vagas na Assembleia Nacional, atualmente 137, para um número que dependeria da população de cada província.

"Falta menos quantidade e muito mais qualidade nos parlamentares", disse. "Perguntaremos se vocês concordam em reduzir o número de parlamentares para cerca de 100."

Lasso tem uma relação antagônica com a Assembléia, onde os parlamentares rejeitaram suas medidas econômicas e de segurança. Alguns pediram sua deposição durante os protestos contra o governo por grupos indígenas em junho.