Presidente do Irã quer aproveitar 'qualquer oportunidade' para suspender sanções dos EUA

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Presidente do Iã, Hassan Rohani, em reunião de seu gabinete em 11 de novembro de 2020
Presidente do Iã, Hassan Rohani, em reunião de seu gabinete em 11 de novembro de 2020

O presidente iraniano, Hassan Rohani, pediu nesta quarta-feira (11) que se aproveite "qualquer oportunidade" que possa levar a uma suspensão das sanções americanas contra seu país.

"Nosso objetivo é romper a pressão das sanções que oprimem nosso povo. Sempre que uma ocasião favorável se apresentar, agiremos de forma responsável. Ninguém deve deixar escapar a menor oportunidade", declarou Rohani no Conselho de Ministros.

"A segurança nacional e o interesse supremo da nação não são questões partidárias", acrescentou.

Desde o anúncio da vitória de Joe Biden na eleição presidencial dos Estados Unidos sobre Donald Trump, a aliança de reformistas e moderados que apoia Rohani ficou na mira dos conservadores, que a acusam de querer se apressar para restabelecer o diálogo com Washington.

Inimigos há mais de 40 anos, a República Islâmica e os Estados Unidos estiveram duas vezes à beira da guerra desde junho de 2019, em um contexto de tensões em torno do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano firmado em 2015, em Viena.

O presidente em final de mandato, Donald Trump, denunciou esse pacto em maio de 2018 e lançou uma campanha de "pressão máxima" contra Teerã, com sanções que mergulharam o Irã em uma profunda recessão.

Em resposta, Teerã deixou de cumprir a maioria dos seus compromissos firmados no pacto de Viena, o qual os demais Estados signatários (Alemanha, China, França, Reino Unido, Rússia e Irã) estão empenhados em salvar, apesar de tudo.

Desde o anúncio da vitória eleitoral de Joe Biden em 3 de novembro, a República Islâmica reiterou várias vezes, esta semana, que espera que o próximo governo americano traga "mudanças importantes".

Biden prometeu uma "mudança de rumo" em relação ao Irã e afirmou sua vontade de reintegrar os Estados Unidos ao acordo de Viena - desde que Teerã volte a cumprir "rigorosamente seus compromissos".

O governo iraniano repete, porém, que, em primeiro lugar, os Estados Unidos devem suspender o arsenal de sanções imposto pelo governo Trump ao país.

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