Presidente do Irão minimiza protestos violentos provocados pela morte de Mahsa Amini

Face à vaga de protestos que se alastra pelo Irão, o presidente Ebrahim Raisi relativizou a importância dos acontecimentos, afirmando que há liberdade para exprimir opiniões no país, mas não será tolerado o que classificou de "vandalismo".

Raisi assegurou que a morte da jovem Mahsa Amini nas mãos da polícia dos costumes será rapidamente investigada mas acusou o Ocidente de ter dois pesos e duas medidas.

"Quando incidentes deste tipo ocorrem por todo o mundo, deve ser aplicada a mesma regra. Porquê pedir investigações só nesta questão e não exatamente o mesmo pelos que perdem a vidas nas mãos das forças da ordem no Ocidente, na Europa ou nos Estados Unidos? Porque não há investigações a espancamentos injustos?", questionou Raisi.

Pelo menos 17 pessoas - mais de 30 segundo ONGs - perderam a vida nos protestos que se multiplicam há seis dias, na sequência da morte da jovem de 22 anos, depois de ser detida por, alegadamente, usar o véu islâmico incorretamente.

Para além da violenta repressão, as autoridades limitaram o acesso à internet, bloqueando nomeadamente redes sociais e aplicações de mensagens, como o Facebook e o WhatsApp.

O país não assistia a protestos desta envergadura desde a contestação contra o forte aumento dos preços dos combustíveis, no fim de 2019.