Presidente de Israel diz que parlamentar de extrema-direita Ben-Gvir causa preocupação com mandato de Netanyahu

Imagem de arquivo: o presidente de Israel, Isaac Herzog, em visita a Washington.

JERUSALÉM (Reuters) - O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse na quarta-feira que "o mundo inteiro está preocupado" com as posições de extrema-direita do legislador Itamar Ben-Gvir, informou a imprensa local, já que ele parece prestes a se tornar ministro no novo governo de coalizão de Benjamin Netanyahu.

A declaração de Herzog foi capturada por um microfone que ele pareceu pensar estar desligado enquanto se consultava com um partido político ultraortodoxo sobre o próximo governo, que deve ser liderado pelo ex-primeiro-ministro Netanyahu após a vitória de sua aliança de direita nas eleições da semana passada.

"Você tem um parceiro com o qual todo o mundo ao nosso redor está preocupado. Eu também disse isso a ele. Isso realmente não é para publicar. Não quero causar problemas", disse Herzog em um microfone ao vivo sobre Ben-Gvir no final da reunião.

"Você vai ter um problema com o Monte do Templo. Essa é uma questão crítica", disse Herzog, referindo-se a um local sagrado de Jerusalém conhecido pelos muçulmanos como o complexo da mesquita al-Aqsa.

Ben-Gvir, que foi condenado em 2007 por incitação racista contra árabes e por apoiar um grupo considerado por Israel e pelos Estados Unidos como uma organização terrorista, apoia a oração judaica no complexo sagrado, desafiando o status quo histórico.

O político ultranacionalista - que quer ser ministro da polícia - deixou em alerta os palestinos e vizinhos árabes que temem que sua inclusão no governo possa aumentar as tensões no Oriente Médio.

Ben-Gvir foi creditado com a construção de apoio ao bloco de extrema-direita de Netanyahu no parlamento. O novo governo provavelmente será um dos mais direitistas da história do país.

(Reportagem de Henriette Chacar)

((Tradução Redação São Paulo))

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