Ataques da coalizão em Al Raqqa deixam ao menos 16 mortos nos últimos 2 dias

Cairo, 26 abr (EFE).- Ao menos 16 civis morreram nas últimas 48 horas por bombardeios da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, em áreas do oeste da província de Al Raqqa, na Síria, informou nesta quarta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Entre as vítimas, 11 delas morreram em um ataque de aviões da coalizão, entre elas três mulheres e oito crianças, que bombardeou o veículo no qual se deslocavam pela periferia da cidade da Al Tabqa.

Essa cidade, que no passado foi um importante centro de segurança do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), é alvo de uma ofensiva das Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por milícias curdas, que tem cobertura aérea da coalizão e o apoio de forças especiais dos EUA.

O OSDH acrescentou que outras cinco pessoas morreram em um bombardeio da coalizão no povoado de Kadiran, também no oeste de Al Raqqa.

O aumento dos bombardeios coincide com os combates entre as FSD e os jihadistas em Al Tabqa.

Segundo o OSDH, os enfrentamentos acontecem na periferia dessa localidade, mas as FSD anunciaram anteontem que tinham conseguido entrar na área e tomar o controle de dois bairros.

A coalizão iniciou suas operações na Síria em 23 de setembro de 2014, meses depois que o EI proclamou um "califado" no território sírio e no Iraque.

Desde novembro do ano passado, as FSD desenvolvem junto à coalizão uma ofensiva contra o EI em seu reduto principal na Síria, a província de Al Raqqa. EFE