Presidente Lula da Silva acusa antecessor Bolsonaro de instigar ao ódio

O Presidente do Brasil responsabiliza o seu antecessor pelo que lhe pareceu ser "o começo de um golpe de Estado", com as pessoas a "acatar ordens e orientações" que Jair Bolsonaro foi dando ao longo do tempo.

Palavras proferidas durante uma entrevista à GloboNews sobre a invasão popular das sedes do poder Executivo, Legislativo e Judicial. Para Lula da Silva a partida do seu antecessor para os EUA, entre outras coisas, é indício de que ele "sabia de tudo o que estava a acontecer".

Num encontro com responsáveis sindicais, na quarta-feira, o chefe de Estado acusou Bolsonaro de instigar a violência durante os anos do seu mandato. Afirmava que o que aconteceu foi "uma tentativa de golpe", de Estado, uma semana depois da sua tomada de posse.

"(...) Eu não sei se o ex-presidente mandou, o que eu sei é que ele tem culpa porque passou quatro anos instigando o povo a ter ódio, mentindo para a sociedade brasileira e instigando o povo a estar armado para poder garantir a Democracia".

Elementos das Forças Armadas não agiram em nome do Estado

Ainda à GloboNews, e naquela que foi a sua primeira entrevista a um meio de comunicação desde que tomou posse, o presidente apontava o dedo às forças de segurança por não terem alertado, antecipadamente, para uma ameaça de ataque.

Lula da Silva voltava a garantir que os militares que participaram nos ataques serão afastados dos seus cargos e enfrentarão a Justiça. O chefe de Estado garantia que a entrada no Palácio do Planalto não se fez com recurso à quebra dos vidro mas pela porta que _"_estava aberta". A falta de resposta dos militares às invasões pôs "os cabelos em pé" ao Presidente brasileiro. As Forças Armadas, frisava o chefe de Estado, existem para defender o Estado brasileiro e não um presidente em particular, seja ele qual for.