Presidente do México critica trava à consulta sobre continuidade de seu mandato

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O presidente Andrés Manuel López Obrador ao chegar à praça Zócalo para um discurso sobre seus três anos de governo, em 1º de dezembro de 2021, na Cidade do México (AFP/Claudio Cruz)

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, criticou nesta segunda-feira (20) a decisão da autoridade eleitoral local de suspender temporariamente o processo de consulta sobre sua permanência no cargo até o final de seu mandato, em 2024.

"É lamentável, é doloroso, que o órgão eleitoral de nosso país em vez de permitir facilidades, se oponha", disse ele durante sua habitual coletiva matinal.

O Instituto Nacional Eleitoral (INE) aprovou na sexta-feira uma resolução que suspende temporariamente os preparativos para essa consulta, marcada para 10 de abril, sob o argumento de falta de recursos para sua organização.

“Não pode ser que argumentando que não têm orçamento, não querem fazer a consulta, ou isso é o que está sendo interpretado por suas atitudes”, acrescentou López Obrador.

O presidente de esquerda afirmou que o INE tem se dedicado a "obstruir" a realização da chamada consulta de revogação de mandato, uma das suas maiores promessas políticas, "mesmo sem respeitar o mandato constitucional na essência".

“O fundamental aqui é que a constituição exige que sejam cumpridos os requisitos estabelecidos pela lei se é preciso realizar uma consulta para tornar realidade o método de revogação do mandato”, disse López Obrador.

Depois de anunciar a sua decisão, o INE informou que vai continuar revisando as assinaturas de cidadãos necessárias para convocar a consulta.

Até a semana passada, 3,7 milhões de assinaturas haviam sido entregues, de acordo com uma organização civil simpatizante ao partido governista Morena.

Os dirigentes do Morena avisaram que vão recorrer ao Tribunal Eleitoral Federal para contestar esta decisão do INE.

O presidente lembrou na semana passada que o Supremo Tribunal já havia decidido que a revogação do mandato obedecia aos preceitos constitucionais.

Três anos depois de assumir o poder, López Obrador tem a aprovação de 64% dos cidadãos, segundo contagens de diferentes pesquisas publicadas pelo site Oraculus.

O INE advertiu que o forte corte orçamentário decidido pela presidência e pelo Legislativo para 2022 deixa a instituição com escassos recursos e, por isso, apresentou uma contestação ao Supremo Tribunal.

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