Presidente do México vai pedir que Biden avalie caso de Assange, do WikiLeaks

Fundador de WikiLeaks, Julian Assange

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, afirmou nesta terça-feira que irá pedir ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para abordar o caso do fundador da WikiLeaks, Julian Assange, e disse que o México abriria as portas ao ativista caso ele seja libertado.

A secretária britânica do Interior, Priti Patel, aprovou na sexta-feira a extradição de Assange para os Estados Unidos, onde ele enfrentará acusações criminais. A esposa de Assange prometeu lutar usando todas as vias legais possíveis contra a extradição aos EUA.

"Eu vou pedir que o presidente Biden trate desse assunto... o humanismo deve prevalecer", disse López Obrador em uma entrevista coletiva regular. O México "pode abrir suas portas a Assange" caso ele seja libertado, acrescentou.

O presidente mexicano deve se reunir com o equivalente norte-americano em julho, depois de se abster da Cúpula das Américas sediada em Los Angeles para protestar contra a exclusão dos governos de Cuba, Venezuela e Nicarágua do evento.

Assange é procurado pelas autoridades norte-americanas por 19 acusações, incluindo uma acusação de espionagem relacionada aos vazamentos de grandes compilados de registros militares e diplomáticos dos EUA que, segundo Washington, colocaram vidas norte-americanas em perigo.

Seus apoiadores dizem que ele é um herói anti-establishment, vitimizado por expor os delitos dos EUA nos conflitos no Afeganistão e no Iraque, e que os processos contra ele são uma agressão politicamente motivada ao jornalismo e à liberdade de expressão.

"Ele é o melhor jornalista dos nossos tempos no mundo, e foi tratado de maneira muito injusta, pior do que um criminoso. Isso é uma vergonha para o mundo", disse López Obrador.

(Reportagem de Raul Cortes Fernández)

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