Presidente nigeriano troca cúpula militar

·1 minuto de leitura
Escolta militar nigeriana é vista conduzindo ônibus onde crianças sequestradas por Boko Haram da escola secundária de ciências do governo, em Kankara, no noroeste do estado de Katsina, Nigéria, estão voltando para casa após terem sido libertadas em 18 de dezembro de 2020. O país mais populoso da África enfrenta uma grave crise na segurança pública, que resultou na demissão de toda a cúpula militar das forças-armadas e na saída do chefe do Estado Maior.

O presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, anunciou nesta terça-feira (26) a substituição dos quatro principais chefes das Forças Armadas, após meses de grave turbulência na segurança do país mais povoado da África.

Muhammadu Buhari, que foi um general golpista na década de 1980, acabou subindo ao poder por meio das urnas em 2015, "aceitou a demissão imediata" dos chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Assim como o do Estado-Maior, informou um comunicado.

A decisão surpreendeu, uma vez que, o chefe de Estado nigeriano havia, recentemente, apoiado publicamente seus generais e sua estratégia de enfrentamento ao jihadismo.

Depois de saudar as "formidáveis vitórias" dos chefes militares, Buhari anunciou os nomes dos substitutos: o general Leo Irabor como responsável do Estado-Maior, o general Ibrahim Attahiru chefe do Exército, o almirante Awwal Zubairu Gambo para a Marinha e o general Isiaka Oladayo Amao para a Aeronáutica.

A Nigéria, com cerca de 200 milhões de habitantes, enfrenta uma grave crise, em particular no nordeste.

Nesta vasta região, as forças de segurança enfrentam os grupos jihadistas do Boko Haram e do Estado Islâmico da África Ocidental (Iswap), um conflito que resultou na morte de pelo menos 36 mil pessoas e dois milhões de desabrigados.

O governador do estado de Borno havia acusado em dezembro as forças de segurança de um fracasso total e de serem incapazes de proteger a população civil.

bur-spb/jz/mb/gf