'Presidente nunca me deu ordens diretas para nada', afirma Pazuello

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BRASÍLIA, DF, 19.05.2021: CPI-COVID-DF - O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, um dos principais alvos da comissão de inquérito do Senado, acompanhado de advogados e policiais legislativos, chega para depor na CPI da Covid, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 19.05.2021: CPI-COVID-DF - O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, um dos principais alvos da comissão de inquérito do Senado, acompanhado de advogados e policiais legislativos, chega para depor na CPI da Covid, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Questionado sobre possíveis ordens direta para ampliar uso da hidroxicloroquina, o ex-ministro Eduardo Pazuello afirmou que nunca recebeu ordens do presidente Jair Bolsonaro.

"Presidente nunca me deu ordens diretas para nada", afirmou.

Em seguida, falou que se encontrou com o presidente "menos do que gostaria".

"Acredito que a relação com o presidente poderia ser maior ainda, mas os cargos são complicados, a agenda é complicada, então a gente se reunia uma vez por semana", disse.

"Se pudesse voltar atrás, iria mais vezes conversar com ele".

MILITARES EM MINISTÉRIO

Pazuello diz que militares nomeados em ministério seriam substituídos após 90 dias

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse que a missão que o presidente deu ao indicá-lo para a pasta foi "trocar o pneu com o carro andando".

"[Objetivo] Não deixar haver perda de continuidade das acoes do ministério durante a pandemia", disse.

Segundo o general, o combinado era que ele nomearia militares no órgão, que seriam substituídos após 90 dias. "A gente subsitutiria os militares e a partir dali o ministro [Nelson] Teich tocaria.

PERGUNTAS "SIMPLÓRIAS"

O ex-ministro Eduardo Pazuello pediu que perguntas "simplórias" nem fosse feitas a ele durante a oitiva na CPI da Covid. A fala se deu após ser alertado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) de que alguns questionamentos eram mais diretos, portanto desejava que as respostas também fossem dessa forma.

"Perguntas simplórias gostaria até que não fossem feitas", disse Pazuello, afirmando que gostaria de contextualizar suas respostas para esclarecer os fatos.

Nesse momento, acabou repreendido pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM).

"Vossa excelência não vai dizer o que temos de perguntar ou não", rebateu o presidente da comissão.

Apesar de contar com um habeas corpus que garante o direito de silenciar em algumas perguntas, para evitar incriminar a si próprio, Pazuello falou que vai responder todos os questionamentos.

"Vou responder todas as perguntas, sem exceção", afirmou.