Presidente do Parlamento da Noruega renuncia por caso de residência oficial

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Visão geral do salão do Parlamento norueguês em Oslo durante a solenidade de abertura da nova legislatura, com a presença do rei Harald V, em 11 de outubro de 2021 (AFP/Torstein Bøe)

A presidente do Parlamento da Noruega, o segundo cargo oficial mais importante do país, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (18), acusada de ter se beneficiado de uma residência oficial da qual provavelmente não teria direito.

A renúncia da trabalhista Eva Kristin Hansen, um mês depois de sua escolha como presidente do Storting, o Parlamento unicameral norueguês, acontece depois que a polícia anunciou uma investigação.

"Acredito que é insustentável que o Storting tenha uma presidente que está sendo investigada", disse Hansen à agencia de notícias norueguesa NTB.

"Por isso, entrei em contato com o líder do meu partido e lhe informei que deixarei de ser presidente do Storting", acrescentou.

Na terça-feira (16), o jornal Adresseavisen revelou que Hansen, que representa o distrito de Trøndelag do Sul - situado a cerca de 500 km da capital - no Parlamento desde 2005, continuou utilizando uma residência oficial em Oslo depois de 2014, ano em que adquiriu com seu marido uma casa na localidade de Ski, situada a 29 quilômetros da capital norueguesa.

Segundo as regras do país nórdico, apenas os representantes que vivem a mais de 40 km de Oslo têm direito a um alojamento proporcionado pelo Parlamento na capital.

Hansen, que não declarou sua mudança de domicílio até 2017, alegou que não agiu de má fé, ao argumentar que havia entendido mal a normativa.

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