Presidente do PL defende legado de Bolsonaro em vídeo a militantes e promete "oposição certeira" ao governo Lula

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu o legado do ex-presidente Jair Bolsonaro em um vídeo aos militantes do partido divulgado nesta terça-feira na qual ele também prometeu uma "oposição certeira" ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Se existe alguém, que por algum motivo, teve alguma decepção, mágoa e frustração, eu quero dizer a vocês: gente, Jair Messias Bolsonaro tem crédito, tem o nosso apoio, tem um significado incrível para o nosso país e vai continuar tendo", disse Valdemar.

"Eu quero agradecer a todos aqueles que fizeram vigília, todas as famílias que nos apoiaram e dizer que cada minuto, cada segundo, todo empenho e esforço de vocês foi um exemplo para o mundo inteiro e nos serviu de combustível, nos deu energia para continuar lutando por um Brasil melhor", emendou ele.

No vídeo, Valdemar disse que iria alertar para o que considera "erros" que Lula cometeu em seu discurso de posse. Citou, por exemplo, que o novo presidente omitiu que o governo Bolsonaro teria sido o que mais gerou empregos entre as 20 maiores economias do mundo e que já houve queda do número de pessoas em situação de insegurança alimentar.

Segundo Valdemar, o PL se tornou o maior partido do Brasil e deu a linha de atuação no governo Lula.

"Nossa vigília estará presente em todos os atos do governo que se inicia. Nossa bancada no Congresso Nacional fará uma oposição certeira, construtiva, verdadeira e responsável sempre com a certeza de que, para cuidar do povo brasileiro, tem que ter coerência entre o que se diz e o que se faz", afirmou.

Essa é a primeira manifestação pública de Valdemar desde que Bolsonaro saiu da Presidência e viajou para os Estados Unidos sem fazer a passagem da faixa presidencial a Lula. O presidente do PL já havia dito que o agora ex-presidente terá um cargo de destaque no partido, presidente de honra, e quer ele como espécie de líder da oposição ao novo governo.