Presidente do PL, Valdemar prefere que Arruda concorra à Câmara no DF

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***ARQUIVO*** BRASILIA,DF, BRASIL,  03-09-2013, Entrevista do Dep. Valdemar Costa Neto, condenado no processo do mensalão, para o programa Pode e Política UOL/Folha.  (Foto: Sergio Lima/Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASILIA,DF, BRASIL, 03-09-2013, Entrevista do Dep. Valdemar Costa Neto, condenado no processo do mensalão, para o programa Pode e Política UOL/Folha. (Foto: Sergio Lima/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Favorecido por uma decisão judicial que abre o caminho para participar nas eleições, o ex-governador José Roberto Arruda (PL-DF) ainda não bateu o martelo sobre seu destino.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) quer que ele dispute o governo do Distrito Federal para ser seu palanque na capital, mas o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, prefere que ele concorra à Câmara dos Deputados para turbinar a bancada federal.

Valdemar conversou com o Arruda recentemente e ponderou que a eleição como deputado é mais garantida. O governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) vem pontuando bem nas pesquisas e tem dado sinais de ter bastante dinheiro para a campanha. Enfrentá-lo seria arriscado e potencialmente caro.

Além disso, concorrendo a deputado, Arruda não desmontaria a chapa já acertada, na qual sua mulher, a ex-ministra Flávia Arruda (PL-DF), pretende disputar uma vaga ao Senado. Dessa maneira, o PL avalia ter duas eleições relativamente mais tranquilas.

Bolsonaro admite a interlocutores que prefere Arruda a Ibaneis como seu candidato na capital federal. Caso Arruda opte pela candidatura ao Palácio do Buriti, pode solucionar outro impasse da base aliada de Bolsonaro. Neste caso, a ex-ministra Damares Alves (Republicanos) concorreria ao Senado no lugar de Flávia.

Na conversa com Valdemar, Arruda afirmou que pensaria por uns dias antes de anunciar sua decisão.

O ministro Humberto Martins, presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), suspendeu os efeitos da condenação por improbidade administrativa que tornava Arruda inelegível.

A decisão foi tomada durante o plantão do STJ porque, de acordo com o ministro, a defesa de Arruda demonstrou a "necessidade concreta e urgente de concessão do efeito suspensivo ao recurso interposto".

Arruda chegou a ser preso e foi condenado em processos derivados da operação Caixa de Pandora, de 2009, quando foi filmado recebendo um maço de dinheiro. Ele alegou que os valores seriam utilizados em ações sociais, como a compra de panetones.

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