Presidente do PL visita Fachin após ataque de Bolsonaro às urnas

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, encontrou-se nesta quarta-feira (27) com presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin, para tentar aliviar a tensão causada por ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) às urnas eletrônicas.

Filiado ao partido e candidato à reeleição para presidente, Bolsonaro tem repetido em discursos teorias da conspiração sobre o sistema eleitoral e feito ameaças golpistas.

Segundo aliados de Costa Neto, a ideia do encontro foi sinalizar que as falas de Bolsonaro não refletem a posição do partido sobre as eleições.

O chefe do PL já esteve com Fachin em março, quando o presidente do TSE fez uma série de encontros com presidentes de partidos. A reunião desta quarta foi feita a pedido de Costa Neto.

No último dia 18, Bolsonaro convocou embaixadores estrangeiros e atacar as urnas eletrônicas. Este ato do presidente provocou reações de repúdio em cadeia, incluindo a cúpula do Judiciário e em diferentes setores do Ministério Público.

O próprio Fachin reagiu às falas de Bolsonaro aos embaixadores. No mesmo dia, o presidente do TSE disse que quem divulga informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro "semeia a antidemocracia".

Em outra frente de reação ao discurso de Bolsonaro, a "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito", que será lançada em evento na Faculdade de Direito da USP no dia 11 de agosto, tem adesão de banqueiros, empresários, juristas, atores e diversas outras personalidades.

Bolsonaro disse nesta quarta que não precisa de "cartinha" para afirmar que defende a democracia, em resposta à mobilização contra os ataques às urnas.

Valdemar Costa Neto compõe a coordenação de campanha de Bolsonaro, ao lado do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na semana passada, Fachin recebeu o advogado da campanha do mandatário, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, além do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Bruno Bianco.

Estas reuniões também serviram para tentar reduzir a tensão entre os Poderes após falas de Bolsonaro.

O presidente da República já afirmou que Fachin é petista, além de declarar que o ministro quer eleger o seu adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta quinta-feira (27), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), rompeu o silêncio de 9 dias sobre as declarações de Bolsonaro a embaixadores e disse confiar no sistema eleitoral brasileiro.

"A Câmara dos Deputados fala quando é necessário falar, não quando querem obrigá-la a falar. Eu dei mais de 20 mensagens mundo afora e internas no Brasil de que sempre fui a favor da democracia e de eleições transparentes e confio no sistema eleitoral, disse Lira.

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