Presidente do PT no Rio admite possibilidade de candidatura própria e diz que Freixo precisa ampliar apoios

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RIO — O presidente do PT no Estado do Rio, João Maurício de Freitas, admitiu que o apoio do partido à pré-candidatura do deputado federal Marcelo Freixo (PSB) para o governo fluminense não está “completamente fechado” e diz que o socialista precisa ampliar seu arco de alianças para além da esquerda. O dirigente petista afirmou ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputará a Presidência da República, pode ter mais de um palanque no estado.

Freitas, também conhecido como Joãozinho do PT, negou que o partido se movimente para uma eventual candidatura do presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), André Ceciliano (PT), mas disse que o deputado estadual está “credenciado” para disputar qualquer cargo. Embora diga em público que é pré-candidato ao Senado, Ceciliano vem se movimentando e angariando apoio para uma candidatura ao Palácio Guanabara, conforme mostrou O GLOBO.

— Precisamos dialogar sobre como ampliá-lo eleitoralmente (Freixo) em grupos como o povo evangélico e nas forças de segurança pública, por exemplo — disse o presidente do PT local.

Ainda de acordo com Freitas, apesar das conversas para a aliança com o PSB serem as “mais avançadas”, ainda não foi batido o martelo sobre a aliança e Lula pode dividir palanques nas eleições.

— A tarefa prioritária do PT no Rio é a candidatura do presidente Lula ter muitos palanques. Para isso, o partido está buscando ampliar suas alianças com opositores do presidente Bolsonaro, que incluem partidos como PSB, PSOL, PCdoB, PDT, e também o PSD — diz o petista.

Como a prioridade é o quadro nacional e a decisão final deve ser do próprio Lula, Joãozinho do PT não descarta a possibilidade de uma candidatura própria para o Palácio da Guanabara. Ele diz que ainda não teve “nenhuma conversa madura” sobre a possibilidade de Ceciliano vir a ser candidato ao governo do Rio, mas que ele está “credenciado” a disputar qualquer cargo.

O PT e o PSB negociam uma aliança nacional em torno da candidatura de Lula e discutem ainda formar uma federação partidária. Para isso, o PSB cobra apoio em cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio e Espírito Santo. Nos três primeiros os petistas já lançaram pré-candidaturas, o que vem dificultando um entendimento entre as duas siglas.

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