Presidente, que ganha R$ 30 mil, 'tem que receber muito mais', diz Guedes

Redação Finanças
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Foto: Associated Press/Eraldo Peres
Foto: Associated Press/Eraldo Peres

Defendendo a reforma administrativa que prevê cortes de salários e fim da estabilidade para servidores públicos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (9) que os maiores salários do funcionalismo público são, na verdade, pequenos.

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"O presidente da República ou um ministro do STF tem que receber muito mais do que recebem hoje. Pela responsabilidade do cargo, pelo peso das atribuições, pelo mérito em chegar a uma posição dessa", declarou Guedes. O salário de presidente da República é de R$ 30.934,70 por mês.

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A declaração foi dada durante um seminário virtual promovido pelo IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público. Guedes afirma que, no topo do funcionalismo, políticos e ministros precisam ganhar bem para garantir a permanência de profissionais gabaritados.

Segundo o ministro, o que acontece hoje, antes da reforma apresentada ao Congresso pela equipe econômica, é que a diferença salarial entre profissionais de baixo e alto escalão é "ridiculamente baixa", e deveria aumentar.

Ainda de acordo com Guedes, o ex-secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, "ganhava 20% acima de um jovem que acabou de passar em concurso público para carreira no Judiciário". Mansueto deixou o governo argumentando que não conseguiu se adaptar ao setor público.

"O Bruno Dantas [ministro do Tribunal de Contas da União], em qualquer banco, vai ganhar 4 milhões de dólares por ano. É difícil convencer o Bruno a ficar no TCU porque ele vai receber várias propostas do setor privado", afirmou Guedes. "Tem que haver uma enorme diferença de salários sim. Quantos chegam ao STF ou ao TCU?"

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