Manifestantes invadem residência presidencial do Sri Lanka; veja vídeo

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O presidente do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, abandonou a residência oficial na capital , Colombo, neste sábado, minutos antes de o local ser invadido por manifestantes. O chefe de governo é considerado responsável pela crise econômica no país, que tem levado dezenas de milhares de pessoas às ruas em meio a protestos que pedem a sua renúncia.

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O primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe convocou uma reunião de emergência do governo para discutir uma "saída rápida" para a crise. Em comunicado, convidou membros do Parlamento e líderes dos partidos políticos – que convidaram o presidente a deixar o cargo neste sábado. Uma fonte da Defesa do Sri Lanka, no entanto, disse à AFP que Rajapaksa segue no cargo e foi transportado para um local secreto protegido pelo Exército.

— O presidente foi escoltado para um local seguro. Ele ainda é o presidente, está protegido por uma unidade militar — afirmou a fonte.

Segundo as autoridades, cerca de 20 mil soldados e policiais foram enviados à capital para proteger o presidente. Na sexta-feira, a polícia impôs um toque de recolher para tentar dissuadir os manifestantes de irem às ruas. A medida, porém, foi suspensa depois que partidos da oposição, ativistas de direitos humanos e a Ordem dos Advogados do país ameaçaram processar a instituição.

Pior crise econômica desde a independência

O país asiático passa pela pior crise econômica desde a independência, em 1948, sofrendo com a falta de combustível e remédios, além da inflação recorde. O governo declarou moratória da dívida externa de US$ 51 bilhões e iniciou negociações de resgate com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de um quarto dos 21 milhões de habitantes do Sri Lanka sofrem no momento com escassez de alimentos. A crise é um grande revés para a nação que ainda luta com o legado de uma guerra civil entre o Exército e uma guerrilha da etnia tamil que durou três décadas, chegando ao fim em 2009.

O cenário – atribuído à má gestão econômica e à redução do turismo provocada pela pandemia de Covid-19 – envolve cortes sucessivos de energia e longas filas nos postos de gasolina, o que tem levado o país a viver uma série de protestos violentos nos últimos meses. Na sexta-feira, a ONU pediu às autoridades do Sri Lanka que "mostrem moderação no policiamento de manifestações e garantam todos os esforços necessários para evitar a violência”.

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Neste sábado, no entanto, pelo menos 42 pessoas ficaram feridas em confrontos com as forças de segurança de Colombo, informaram autoridades de saúde do país, depois que a polícia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água contra manifestantes, além de disparar tiros ao ar para tentar dispersá-los.

Os protestos exigem que Rajapaksa deixe o cargo que ocupa desde 2019. A família de Gotabaya é uma das mais influentes na política do país. Seu irmão mais velho, o ex-presidente Mahinda Rajapaksa, deixou o cargo de primeiro-ministro em maio após embates entre seus simpatizantes e manifestantes antigoverno, que deixaram três mortos, um deles um deputado, e mais de 150 feridos. Além dele, três outros membros da família Rajapaksa renunciaram a cargos de alto escalão.

— Vim aqui hoje para mandar o presidente para casa. Agora o presidente deve renunciar. Se ele quer que a paz prevaleça, ele deve renunciar — disse Wasantha Kiruwaththuduwa, de 50 anos, que caminhou 16 quilômetros para se juntar ao protesto, ao jornal The New York Times.

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