Presidente do Todos pela Educação critica Weintraub: “Tem muito a fazer e não faz”

Comentários de Abraham Weintraub geraram mal estar entre governos de Brasil e China (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

A presidente-executiva da ONG Todos pela Educação, Priscila Cruz, usou as redes sociais para criticar o ministro da Educação, Abraham Weinstraub, depois do episódio em que o titular da pasta criticou a China e gerou uma crise entre os países.

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“Por não ter nada para fazer, cria confusões. Acontece que ele tem muito a fazer a não faz”, escreveu. “Está na direção oposta de uma liderança que deveria atuar no nível nascional coordenando ações nesse período que também é de crise na educação.”

Weintraub usou um personagem da Turma da Mônica, o Cebolinha, que troca o R pelo L, para falar sobre os chineses. A situação gerou críticas do embaixador da China no Brasil ao governo brasileiro.

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Para ela, neste momento o MEC deveria dar apoio emergencial para a educação à distância, por exemplo, e também dar apoio para ampliar turnos na volta às aulas.

A crítica de Priscila continua, baseada no fato de que, desde o ano passado, o protagonismo nas políticas educacionais deixou de ser do MEC e passou a ser dos governos estaduais e do Congresso Nacional. Para ela, durante a crise do coronavírus, o Conselho Nacional de Educação também assumiu uma liderança importante.

“Estamos acompanhando os esforços nas redes estaduais e municipais de educação para minimizar os impactos dessa crise. As respostas não são perfeitas, mas a intenção de salvar vidas no longo prazo é muito presente e forte”, opina. Priscila ainda destacou as iniciativas da sociedade civil.

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“A irrelevância do MEC, que nem é chamado para as coletivas de imprensa do governo federal, tem um preço. A educação sofreria menos se tivéssemos lideranças no ministérios que trabalhassem de verdade no melhor interesse dos alunos brasileiros.”

Priscila finaliza afirmando que a ausência de um ministério forte será muito sentida por gerações. “A mesma seriedade e compromisso que queremos, ainda mais agora, na área da saúde, deveríamos cobrar na educação. O ministro não é apenas “lastimável”. Ele está reduzindo as oportunidades futuras do Brasil”, avalia.