Presidente da Vigilância Sanitária do AM morre por Covid-19

Colaboradores Yahoo Notícias
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A diretora-presidente da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde) do Amazonas, Rosemary Pinto, vítima da Covid-19

A diretora-presidente da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde) do Amazonas, Rosemary Pinto, morreu na última sexta-feira (22) por complicações do novo coronavírus. Ela tinha 61 anos e foi diagnosticada com a doença em 5 de janeiro.

Rosemary iniciou o tratamento domiciliar, mas precisou de internação hospitalar no dia 11 de janeiro, mesmo dia em que foi internada. O governo do Amazonas decretou luto oficial de três dias em todo o Estado.

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O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), também decretou luto devido à morte da farmacêutica. "Perdemos uma guerreira incansável, que estava na linha de frente, desde o ano passado, na luta contra este terrível vírus, que a cada dia destrói inúmeras famílias pelo mundo. Em nome da Prefeitura de Manaus, dos servidores e de toda Manaus, rogo a Deus para que a receba em sua eterna morada, e seja, neste momento tão triste, o conforto da família e dos amigos", declarou David.

Sua atuação no combate à pandemia rendeu reconhecimentos do governo. Em outubro de 2020, recebeu do TCE-AM (Tribunal de Contas do Amazonas) o Diploma de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados ao povo amazonense durante a pandemia de covid-19. Em 11 de dezembro, foi homenageada com a medalha da Ordem do Mérito do Governo do Amazonas, em reconhecimento ao seu trabalho.

Leia a íntegra da nota da FVS-AM:

A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) informa, com pesar, o falecimento de Rosemary Costa Pinto, diretora-presidente da instituição, registrado na tarde desta sexta-feira (22/01), por complicações decorrentes da Covid-19.

Carinhosamente chamada de Doutora Rose, ela era farmacêutica bioquímica, sanitarista, epidemiologista de carreira da FVS, instituição que ajudou a fundar, e atuava há 25 anos na área. Durante toda a pandemia da Covid-19, foi a bússola do Amazonas na interpretação dos dados da pandemia no Estado.

Rosemary testou positivo para o novo coronavírus (SARS-CoV-2) no dia 5 de janeiro, iniciou o tratamento domiciliar, mas necessitou de internação hospitalar, no dia 11 de janeiro. Estava internada desde então.

Doutora Rose deixa um legado de luta e enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Amazonas, onde atuou na garantia por medidas de Vigilância em Saúde com o objetivo de salvar vidas da população amazonense, diante da ameaça do novo coronavírus, a partir de monitoramento, interpretação de cenário epidemiológico e estabelecimento de medidas de contenção da disseminação da Covid-19, além das mais variadas epidemias registradas no Amazonas, como malária, dengue, chikungunya, zika e sarampo.

Incansavelmente, a diretora-presidente da FVS esteve reunida, diariamente, com a equipe de linha de frente da instituição, durante toda a pandemia, guiando, estudando e articulando medidas que apontassem o caminho a ser traçado pelo Amazonas no combate à pandemia.

Extremamente respeitada pelos profissionais de saúde, e por muitos da população amazonense, Rosemary se impôs, conseguindo espaço de liderança e voz ativa na saúde do Estado. Doutora Rose deixa esposo, três filhos, uma neta e pai. Rosemary era gigantesca, uma fortaleza e um farol que guiava as ações da FVS na guerra contra o novo coronavírus no Amazonas.

Ainda em 11 de dezembro, recebeu a medalha da Ordem do Mérito do Governo do Amazonas, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido no combate à pandemia. Em outubro de 2020, Doutora Rose recebeu, do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), o Diploma de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados ao povo amazonense também durante a pandemia de Covid-19.

Rosemary era farmacêutica bioquímica formada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz – ENSP/Fiocruz, e especialista em informação e informática em saúde pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Foi uma das idealizadoras da FVS-AM.

Atuou como gerente de epidemiologia e como diretora de vigilância em saúde da Susam, assessora técnica de vigilância em saúde e diretora técnica da FVS-AM, cargo onde atuou nos últimos cinco anos.

Foi docente na cadeira de epidemiologia e saúde coletiva do curso de medicina da Universidade Nilton Lins durante 5 anos. Era membro da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (Proepi).

Ela atuava há 22 anos como representante do Amazonas na Câmara Técnica de Vigilância em Saúde do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass). Tinha experiência no controle de surtos, epidemias e situações inusitadas, trabalhando ativamente em todos os surtos registrados no estado ao longo dos últimos 25 anos.

O Amazonas se solidariza com os familiares pela dor da perda da Doutora Rose, que deixa um legado exemplar na saúde pública do Estado.