Presidentes de Egito e EUA avaliam cessar-fogo em Gaza e disputa com Etiópia

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(Arquivo) O presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi

Os presidentes do Egito, Abdel Fatah al-Sisi, e dos Estados Unidos, Joe Biden, conversaram nesta segunda-feira (24) sobre o cessar-fogo em Gaza, alcançado com mediação do Cairo, assim como sobre a disputa com a Etiópia por uma barragem no Nilo, informou o governo egípcio.

Os líderes abordaram na conversa telefônica "os esforços internacionais para reconstruir Gaza e levar assistência humanitária urgente ao enclave bloqueado", acrescentou a presidência egípcia em comunicado.

Sisi prometeu na semana passada destinar US$ 500 milhões para ajudar a reconstruir Gaza, atingida por 11 dias de bombardeios israelenses. A trégua entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor na última sexta-feira, foi gerenciada pelo Egito, que enviou duas delegações a Tel Aviv e aos Territórios Palestinos para monitorar o cumprimento do cessar-fogo.

Biden também expressou a disposição de seu governo em ajudar para que "a situação nos Territórios Palestinos volte ao normal". O presidente americano disse que trabalharará "com parceiros internacionais no apoio à Autoridade Palestina e nos esforços de reconstrução", acrescenta o comunicado.

A chamada ocorreu na véspera da viagem do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, ao Oriente Médio, que inclui o Cairo. Os governantes também discutiram o acesso do Egito à água do Nilo diante de uma disputa com a Etiópia sobre um projeto de construção de uma megabarragem.

A construção da Grande Barragem da Renascença (GERD) da Etiópia no Nilo gerou temores de que países situados rio abaixo, como Egito e Sudão, terão seu acesso à água ameaçado. Cairo e Cartum pressionaram por um acordo sobre o funcionamento da barragem, mas a Etiópia afirmou que prosseguirá com o enchimento do reservatório em julho e agosto, mesmo que não haja acordo.

Biden disse a Sisi que "Washington compreende perfeitamente a grande importância dessa questão para o povo egípcio", segundo o comunicado. Os dois também abordaram questões de direitos humanos, que o governo Biden pretende defender como parte de sua política internacional.

Sisi tem enfrentado fortes críticas em questões de direitos humanos desde que assumiu o poder, após a deposição do presidente islâmico Mohamed Morsi, em 2013. Sob o poder de Sisi, um ex-general, milhares de dissidentes foram presos, incluindo jornalistas, advogados, acadêmicos e ativistas.

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