"Presidentes se elegem e pensam no que vão precisar fazer tendo em vista a eleição”, diz FHC sobre reeleição

Anita Efraim
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SANTIAGO, CHILE – SEPTEMBER 24: Former President of Brazil Fernando Henrique Cardoso looks on after a meeting with President of Chile Sebastián Piñera at Palacio de La Moneda on September 24, 2018 in Santiago, Chile. (Photo by Sebastián Vivallo Oñate/Agencia Makro/Getty Images)
Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro presidente a se reeleger após a redemocratização do Brasil (Foto: Sebastián Vivallo Oñate/Agencia Makro/Getty Images)

Responsável por criar a reeleição no Brasil após a redemocratização, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que até hoje não sabe se a decisão foi acertada.

“Presidentes se elegem e pensam no que vão precisar fazer tendo em vista a eleição. O presidente precisa ter em vista o Brasil”, disse o tucano em entrevista à Rádio Gaúcha nesta terça-feira, 17. Por outro lado, FHC opinou que ter quatro anos é pouco tempo para governar.

A solução ideal para o ex-presidente seria que o mandato fosse mais longo, de 5 ou 6 anos. Dessa forma, quem está no poder não focaria no próximo pleito e teria tempo o suficiente para governar.

Sobre as eleições de 2022, FHC afirmou que Luciano Huck é amigo pessoal da família, mas ainda não é político e, para se candidatar, precisaria passar por esse processo. Ele ainda citou o nome de João Doria como um possível representante.

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O tucano, que foi diplomata e ministro das Relações Exteriores, comentou ainda em entrevista à Rádio Gaúcha sobre a postura de Jair Bolsonaro ao não cumprimentar Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos. “O presidente Bolsonaro parece ser muito sanguíneo. Isso custa caro. Pra eles não faz diferença (telefonar pra cumprimentar Biden). É ruim pra nós, faz diferença contra o Brasil. Isso custa caro. (Biden) ganhou a eleição. Por que não cumprimenta?”, questionou.