Suspeito do estupro de bebê de 5 meses e 46 outras mulheres é preso em Goiás

Wellington Ribeiro da Silva no momento em que foi preso, em Goiás. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Wellington Ribeiro da Silva, de 52 anos, é considerado o maior estuprador em série do estado de Goiás: é suspeito de 47 casos. Ele foi preso no último dia 12, e exames de DNA já comprovaram a autoria de 22 abusos.

A polícia explica que os abusos começaram em 2008, e Wellington já confessou seis deles. Em 2011, ele estuprou uma mulher e a filha dela, de cinco meses. Ele foi preso no Mato Grosso, seu estado de nascimento, mas conseguiu fugir e voltou para Goiás. O delegado Carlos Leveger explica que ele já foi condenado por outros crimes:

“Ele é originário do Mato Grosso. Aos 22 anos ele chefiava uma organização que cometia assaltos e homicídios. Em uma chacina, ele matou a ex-mulher e dois filhos dela. Ele despreza a mulher, a considera um ser inferior. Ele filmava as vítimas após o estupro para que elas não denunciassem, abusou por duas vezes de mães e filhas.”

Wellington sempre abordava as vítimas à noite, usando capacete para não ser identificado. Portando uma arma, ele roubava os celulares das vítimas e, de moto, as levava até um local isolado para estuprá-las.

Leia também

Uma força-tarefa chamada Impius foi criada para investigar os casos quando a Polícia Técnico-Científica encontrou o perfil genético de Wellington em diversas vítimas de estupro. A investigação durou 45 dias e envolveu mais de 40 pessoas.

“Em 2015, foram coletados vestígios de uma vítima de estupro e inserido no banco genético. Em 2017, foi coletado novo vestígio de outra vítima e coincidiu com a amostra anterior. No mesmo ano apareceram outras quatro vítimas compatíveis. No final de 2018 já somavam nove mulheres e isso nos chamou a atenção. Com isso, avisamos a Polícia Civil”, explica Marcos de Melo, superintendente da Polícia Técnico-Científica.

Rodney Miranda, secretário de Segurança Pública do estado, destacou o caso da adolescente de 12 anos que foi estuprada por Wellington enquanto voltava da igreja, no dia 31 de outubro de 2018. Para Miranda, o caso evidencia a necessidade de mantê-lo preso:

“Um caso desse nos mostra que temos que debater a impunidade no nosso país. Um sujeito desse, se for para as ruas, alguém duvida que ele vá cometer outros crimes? Enquanto eu for secretário, eu vou acompanhar o cumprimento dessa pena para que ele não tenha a mínima chance de botar o nariz para fora do presídio.”

A polícia informa que Wellington estava em uma moto roubada e portando uma identidade falsa quando foi capturado. Ele vai responder por receptação e uso de documento falso, roubo e estupro. Somando todos os crimes, a pena pode chegar a 600 anos de prisão.