Preso por ameaçar STF, Daniel Silveira rompe tornozeleira e culpa muay thai

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Questionado, ele explicou que violação aconteceu devido a pratica da arte marcial muay thai (Foto: Reprodução/Twitter)
Questionado, ele explicou que violação aconteceu devido a pratica da arte marcial muay thai (Foto: Reprodução/Twitter)

No dia 12 de maio, o sistema de monitoramento da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro identificou uma violação na tornozeleira eletrônica utilizada pelo deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ).

Preso por ameaçar e ofender ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Silveira utiliza o equipamento desde março deste ano. Questionado, ele explicou que violação aconteceu devido a pratica da arte marcial muay thai. O deputado é obrigado a usar o dispositivo permanentemente. 

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De acordo com o jornal Metrópoles, a Seap, responsável por monitorar o deputado, enviou relatório com as atividades realizadas por Silveira ao STF. 

No documento, a secretaria afirma que, em 12 de maio, o sistema de acompanhamento identificou um rompimento da cinta ou do lacre da tornozeleira.

Ao ser procurado pela secretaria penitenciária para dar explicações, Silveira afirmou que “treina diariamente muay thai e que tem feito movimentos (chutes) com a perna onde o equipamento está anilhado”.

Deputado faltou à sessão de manutenção por "lesão"

Segundo a Seap, em outro relatório, Daniel faltou a uma sessão de manutenção da tornozeleira em 18 de maio. Ele disse que estava lesionado.

Ao jornal, a defesa de Daniel afirmou que o deputado sofreu um estiramento muscular, que o impediu de se locomover e que tem treinado em casa.

O Ato Institucional nº 5, de dezembro de 1968, marcou o recrudescimento da repressão na ditadura militar no Brasil (Foto: Câmara dos Deputados)
O Ato Institucional nº 5, de dezembro de 1968, marcou o recrudescimento da repressão na ditadura militar no Brasil (Foto: Câmara dos Deputados)

Prisão em flagrante

Em fevereiro deste ano, Silveira foi preso em Petrópolis (RJ). De acordo com a decisão, chegou ao conhecimento do STF o vídeo publicado pelo deputado em que ele "durante 19 minutos e 9 segundos, além de atacar frontalmente os ministros do Supremo Tribunal Federal, por meio de diversas ameaças e ofensas à honra, expressamente propaga a adoção de medidas antidemocráticas contra o Supremo Tribunal Federal, defendendo o AI-5".

O Ato Institucional nº 5, de dezembro de 1968, marcou o recrudescimento da repressão na ditadura militar no Brasil.

Moraes diz ainda que Silveira defendeu "a substituição imediata de todos os ministros [do STF]" e instigou "a adoção de medidas violentas contra a vida e segurança dos mesmos, em clara afronta aos princípios democráticos, republicanos e da separação de Poderes".

Em março, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a substituição da prisão do deputado por prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica.