Preso suspeito de integrar bando que trazia armas do Paraguai para facção criminosa do Rio

Marcos Nunes
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RIO- Agentes da Superintendência de Polícia Federal (PF) do Rio prenderam, nesta quinta-feira, em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, Everton Rodrigo da Paixão, de 36 anos. Ele estava foragido do sistema penitenciário e é apontado numa investigação, de 2015, feita na época pela 34ª DP(Bangu), como suspeito de fazer parte de um bando que buscava armas no Paraguai, incluindo fuzis, para abastecer a Favela da Rocinha e outros morros ligados a uma facção criminosa, integrada na ocasião, por Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy. O traficante foi morto numa troca de tiros com a polícia, em agosto de 2015 .

De acordo com dados que constam no site da Vara de Execuções Penais, Everton havia sido preso, em 2015, e acabou sendo condenado, no mesmo ano, a uma pena de 11 anos de prisão. No entanto, no dia 17 de agosto de 2019, quando estava em regime semiaberto, ele deixou o presídio e não retornou mais. Desde então, passou a ser considerado foragido. Para cumprir o mandado de prisão, expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio, os agentes da Polícia Federal chegaram a arrombar uma porta. Everton havia sido preso em 2015, numa operação que levou para atrás das grades mais cinco pessoas, entre elas um cadeirante . Na ocasião, quatro suspeitos foram presas em dois carros que estavam nas proximidades da Rocinha. Já as outras duas pessoas acabaram sendo detidas em Paciência e na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio.

A investigação apontou que o bando intermediava a compra de armas no Paraguai para o traficante Playboy e, a cada dez dias aproximadamente, trazia parte do material para o Rio. O arsenal, que chegava aos poucos para evitar grandes perdas em caso de apreensões, era usado por homens do bando de Playboy em invasões de comunidades controladas por traficantes rivais, ou em ações para roubar cargas. Segundo a polícia, no mesmo ano que as prisões ocorreram, a facção criminosa de Playboy chegou a usar parte do arsenal contrabandeado em uma invasão ao Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho.

O dinheiro para compra de armas e drogas, segundo a polícia, vinha dos roubos de carga praticados pela quadrilha na Pavuna e na Rodovia Presidente Dutra. Depois de roubada, a carga dos caminhões, principalmente eletroeletrônicos, era revendida para receptadores. Na época em que a operação foi deflagrada, a polícia apreendeu seis pistolas, 16 carregadores de fuzil e 50 quilos de maconha.