Preso um dos suspeitos de envolvimento na morte de estudante sequestrado na Zona Sul do Rio

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RIO — Policiais da 12ª DP (Copacabana) prenderam, nesta quarta-feira, um dos suspeitos de envolvimento na morte do estudante Marcos Winicíus Tomé Coelho de Lima, de 20 anos, sequestrado quando voltava para casa, na noite de 8 de outubro, na Urca, na Zona Sul do Rio. Victor Hugo dos Santos Moraes, de 26, estava com a prisão preventiva decretada.Victor Hugo foi detido enquanto assistia um jogo de futevôlei, na altura do Posto 4, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ele não reagiu a prisão.

Segundo investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Marcos Winícius era estudante de farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi executado por um bando de traficantes classe média alta. O motivo do crime seria a suspeita do envolvimento da vítima em um roubo de uma carga de drogas avaliada em R$ 80 mil.

De acordo com denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Victor é um dos três suspeitos de estar dentro de um veículo, utilizado para interceptar uma bicicleta elétrica que era pedalada pelo aluno de farmácia da UFRJ. Marcos Winícus Tomé Coelho de Lima voltava de um shopping e estava indo para casa quando um automóvel foi jogado contra sua bike. Com o impacto, ele caiu no chão.

Homens armados desceram do carro e o colocam no interior do veículo, que, com a cobertura de uma caminhonete, deixou o local em alta velocidade. Segundo denúncia do MPRJ, Victor Hugo estaria no banco de trás do carro usado para sequestrar o estudante.

Câmeras de segurança flagraram o sequestro. Horas após a ação, já na madrugada do dia 9, o corpo do rapaz foi abandonado no Bairro Engenho Pequeno, às margens da Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. De acordo com a Polícia Civil, Marcos Winícius foi morto por traficantes especializados no trafico de drogas como Skank, maconha hidropônica e haxixe. Investigações da DHBF revelaram que, entre uma e duas semanas antes de ser executado, o estudante teria participado de uma negociação para a encomenda de uma carga de skunk, avaliada em R$ 80 mil.

Quando a droga ia ser entregue, em Copacabana, homens de uma outra quadrilha assaltaram o traficante que faria a entrega, e levaram a mercadoria transportada. A Polícia Civil investiga a participação de policiais militares nesse bando. Conhecido como boteiros (dão um bote para se apropriar da carga), o grupo age em Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon, Barra e Recreio.

— Existe um grupo, da qual a vítima não fazia parte, mas mantinha um relacionamento. Eles combinavam uma negociação de drogas. Marcavam e roubavam a droga (na hora da entrega) em vez de comprar. Investigamos a participação de policiais militares nesse bote. A vítima não faz parte dos boteiros, mas participou da negociação (a encomenda da droga) junto com uma pessoa do relacionamento dela, que faz parte desse grupo. Quando foram receber a carga, a vítima não estava, e eles roubaram a droga do traficante. Essa foi a motivação (do crime). Quem tomou prejuízo tinha certeza que a vítima tinha participado desse bote — explicou o delegado Uriel Alcântara, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminens, na época em que concluiu a investigação do caso.

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