Presos por atos terroristas são levados para ala reservada da Papuda, prisão que já abrigou políticos e líder de facção

A maioria dos presos por atos terroristas realizados em Brasília, no domingo, foi levada para uma área reservada de uma das unidades do Complexo Penitenciário da Papuda, onde ficam as principais prisões do Distrito Federal. No local, que contém cinco unidades, já ficaram presos diversos políticos e até o líder número 1 da maior facção criminosa do país.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária do DF, 498 homens já haviam sido transferidos para o Centro de Detenção Provisória II, uma das unidades da Papuda, até a manhã desta quarta-feira. Além disso, 265 mulheres foram para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, que fica em outra região da capital.

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Ainda segundo a secretaria, as pessoas detidas "estão sendo alocadas em blocos reservados" e "foi montada uma força tarefa para atender o elevado número de prisões".

O Complexo da Papuda foi batizado assim porque foi construído no local onde ficava uma fazenda de mesmo nome, na região administrativa de São Sebastião. A primeira prisão foi inaugurada em 1979, inicialmente com capacidade para 240 pessoas. Atualmente, mais de 13,3 mil detentos estão nas cinco unidades, incluindo os que estão no regime semiaberto.

Nos últimos anos, diversos políticos famosos passaram pelo local, entre eles o ex-governador Paulo Maluf, os ex-ministro José Dirceu e Geddel Vieira Lima e o ex-senador Luiz Estevão. O ex-ativista italiano Cesare Battisti também passou quatro anos no local.

Em 2018, foi inaugurada, ao lado do complexo, uma penitenciária de segurança máxima, que é gerida pelo governo federal. Em 2019, foi transferido para lá Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder da facção criminosa paulista. Em março do ano passado, ele foi transferido para a penitenciária de Porto Velho.