Pressão internacional por proteção à Amazônia cresce e Bolsonaro reage

Marcella Fernandes
Manifestantes na França repudiam desmatamento na Amazônia, que será discutido pelo G7 no país neste fim de semana.

O aumento do desmatamentona Amazônia, com queimadas sucessivas nos últimos dias, chamou atenção de líderes mundiais, e o governo de Jair Bolsonaro reagiu em tom de confronto. 

Nesta sexta-feira (23), o porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, declarou que os incêndios constituem uma “situação urgente” que deve ser discutida durante a cúpula do G7 neste final de semana.

O debate foi um pedido do presidente francês, Emmanuel Macron, feito nesta quinta-feira (22). Em publicação no Twitter com imagem antiga da floresta em chamas, ele destacou o impacto ambiental da Amazônia para o planeta.

“Nossa casa está queimando. Literalmente. A Floresta Amazônica - os pulmões que produzem 20% do oxigênio do nosso planeta - está em chamas. É uma crise internacional. Membros da Cúpula do G7, vamos discutir em dois dias este tema emergencial!”, diz o texto.

Líderes de outros países que integram o G7, como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, endossaram o discurso de Macron.

Integrante do parlamento europeu, o político belga Guy Verhofstadt também chamou atenção para o tema. “Os incêndios na Floresta Amazônica são nossa preocupação. Esta questão deve ser discutida pelos líderes do G7 neste fim de semana e uma ação internacional precisa ser tomada”, afirmou.

O encontro da cúpula do G7 começa neste sábado (24) em Biarritz, sudoeste da França.

Organizações ambientalistas com atuação internacional também têm pressionado países europeus a não aprovarem os termos do acordo entre Mercosul e União Europeia assinado em julho. Essa etapa é obrigatória para as trocas comerciais serem...

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