Pressionado pela bancada, Paes libera deputados do PSD a optarem por Molon ou Ceciliano

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

Após indicar que pode voltar atrás no apoio à pré-candidatura do deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) ao Senado, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), liberou os correligionários para que apoiem quem preferirem na corrida ao Congresso. Parlamentares do PSD receberam o aval de Paes — que também é presidente estadual do partido — em encontro realizado ontem.

Desde a última semana, o prefeito se via pressionado, tanto por um grupo de deputados estaduais quanto por membros da direção nacional da legenda, que insistem no apoio a André Ceciliano (PT).

A declaração de apoio, tanto de Paes quanto de outros membros do PSD, é mais simbólica do que formal, já que tanto Molon quanto Ceciliano são pré-candidatos ao Senado na chapa de Marcelo Freixo (PSB), enquanto o PSD apoia na corrida ao governo estadual o PDT de Rodrigo Neves. Os pedetistas devem lançar Ivanir dos Santos ao Senado.

Nos cálculos das lideranças do PSD, o apoio de Paes a Molon representaria uma ameaça: caso perca a disputa ao Senado, o candidato do PSB é visto como postulante natural à prefeitura em 2024, quando o prefeito deve tentar a reeleição. Apostar em Ceciliano ou manter uma posição mais neutra, portanto, representaria uma postura mais equilibrada no cálculo político.

Enquanto isso, um grupo de parlamentares composto por nomes como os deputados estaduais Luiz Paulo, Átila Nunes, Lucinha e Adriana Balthazar pressionava para a adesão a Ceciliano, que segue como presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e conta com a “gratidão” dos parlamentares.

Um dos principais entusiastas do nome de Ceciliano, Átila Nunes não esconde as resistências internas a um eventual apoio a Molon.

— Até segunda ordem, estamos livres para apoiar o Ceciliano. Já colocamos ao prefeito que não pretendemos declarar apoio ao Molon ou pedir votos — disse.

De acordo com pessoas do partido, o apoio ao Senado ainda é visto por Paes como uma “moeda de negociação” com o ex-presidente Lula. Paes, que já declarou pretender votar em Lula, busca se aproximar do petista. Na semana passada, Paes admitiu o embaraço:

— Tenho manifestado minha simpatia ao Molon, mas recebi o pedido para apoiar o Ceciliano. É muita gente pressionando — afirmou.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos