Pressionado, Queiroga se esquiva de dizer se concorda com Bolsonaro sobre cloroquina

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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante entrevista coletiva em Brasília

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, evitou responder à CPI da Covid no Senado, questionado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), se concordava com o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro sobre o chamado tratamento precoce e sobre a prescrição de cloroquina contra o coronavírus.

Queiroga negou ter recebido qualquer orientação do presidente no sentido de promover o uso da cloroquina. Mas quando perguntado diretamente se concordava com o posicionamento de Bolsonaro, esquivou-se, afirmou que a resposta dependia de uma análise técnica, e argumentou que, como ministro da Saúde, poderá ter, em última instância, de se posicionar formalmente sobre o tema.

"Não faço juízo de valor acerca da opinião do presidente da República", disse o ministro.

Queiroga admitiu que sua chegada ao ministério marcou uma mudança de posição. O titular afirmou que foca sua gestão no fortalecimento do plano nacional de imunização e na intensificação da orientação da população sobre medidas não farmacológicas para evitar o contágio, como o uso de máscaras e o distanciamento social.

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