Prestes a anunciar apoio a Haddad, Marina diz que não foi procurada por Lula

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Prestes a anunciar oficialmente apoio à pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, a ex-ministra Marina Silva (Rede) disse nesta sexta-feira, em entrevista ao GLOBO, que, embora aberta ao diálogo, ainda não recebeu nenhum telefonema de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

— As últimas vezes em que nos falamos foi quando tivemos a perda de Dona Marisa (ex-mulher de Lula) e do meu pai — afirmou a senadora. Os dois fatos aconteceram 2017 e 2018, respectivamente.— Eu não tive nenhum diálogo em torno dessa questão nacional. A única coisa que tenho insistido é que estou aberta a dialogar em cima de posições políticas, visão de país para o Brasil.

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Sobre o motivo pelo qual não declarou apoio a Lula, a ex-ministra disse que há uma tentativa de qualificar suas posições como se fossem "questões pessoais" e "subjetivas". Ela, porém, afirma estar interessada em discutir o que é melhor para o Brasil em cima de propostas.

Haddad tem uma relação histórica com Marina e tem sido apontado como "enviado especial" do PT para convencê-la a apoiar Lula no primeiro turno. Os petistas atribuem o silêncio da ex-senadora a mágoas do passado, como na campanha de reeleição de Dilma Rousseff (PT), quando a ex-presidente acusou Marina de ser “sustentada por banqueiros”. A ex-ministra, no entanto, nega que o motivo seja este, e insiste que está aberta ao diálogo e deseja discutir projetos para o país, e não questões subjetivas.

— É fundamental que a gente queira mais do que mudar de governo — declarou Marina, ressaltando que a eleição deste ano não se trata de um "programa de um partido ou candidato". — Tenho posições políticas sobre o Brasil. Sobre a Amazônia, sobre a saúde e principalmente um novo acordo politico, que considere os erros que cometemos e que levaram à eleição de Bolsonaro.

A ex-ministra participa neste sábado, em São Paulo, de um evento de formalização do apoio da Rede a Haddad. Cotada como vice do petista, ela desconversou sobre a possibilidade e disse que o esforço agora é para aprofundar o diálogo com o PSB, que mantém como pré-candidato o ex-governador Márcio França.

— O momento que o país está vivendo coloca isso (aliança PT e PSB em São Paulo) como uma demanda imperativa.

Em relação ao apoio à candidatura de Haddad, ela disse que se deu com base na "abertura do diálogo" para discutir ideias e propostas juntas. Além de formalizar a aliança com o petista, a Rede irá apresentar no sábado suas propostas para o plano de governo de Haddad nas áreas de meio ambiente, desenvolvimento sustentável e geração de emprego e renda.

O apoio a Haddad foi visto por aliados como um sinal de reaproximação com Lula, o que ela nega. Nesta semana, Marina ainda compartilhou um tuíte do pré-candidato petista falando sobre suas propostas de governo. “Prioridade. O desafio do novo ciclo de prosperidade para São Paulo não pode deixar ninguém para trás. #RodaViva #HaddadNoRodaViva”, publicou a ex-senadora, deixando o tuíte fixado no alto de sua página na plataforma.

Em busca de garantir o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na TV, dirigentes da Rede tentam convencer a ex-senadora de disputar o cargo de deputada federal por São Paulo.

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