Prevent Senior: CPI expõe mensagem de médica exigindo cloroquina "para quem espirrar"

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Packages with chloroquine tablets distributed by the Ministry of Health are seen at the pharmacy of the Nossa Senhora da Conceicao hospital, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Porto Alegre, Brazil, May 26, 2020. REUTERS/Diego Vara
Cloroquina não tem eficácia contra a covid-19, mas era usada por médicos da Prevent Senior (Foto: REUTERS/Diego Vara)
  • CPI da Covid revelou mensagens de médica da Prevent Senior recomendando cloroquina "para quem espirrar"

  • Mensagens fazem parte de dossiê enviado por uma médica em abril de 2021, denunciando pressão dentro da operadora de saúde

  • Segundo diretor-presidente da ANS, denúncia foi recebida apenas na última segunda-feira (4)

A CPI da Covid revelou que uma médica da Prevent Senior, chamada Paola, orientava que fosse a cloroquina fosse receitada para qualquer paciente que espirrasse. As mensagens foram mostradas a Paulo Rebello, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

A recomendação foi feita pela médica em uma conversa de Whatsapp, apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). As mensagens fazem parte de um dossiê encaminhado à ANS, como forma de denúncia contra a Prevent Senior. 

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Uma pessoa questionou a médica se a cloroquina deveria continuar a ser utilizada. E ela responde: "Sim, super. Espirrou, toma". Em seguida, a médica ri e diz que os resultados estão ótimos. "Bora prescrever". 

O medicamento é comprovadamente ineficaz contra a covid-19. Ainda assim, foi amplamente usado pela Prevent Senior, que chegou a forjar um estudo sobre a eficácia da cloroquina no tratamento da doença. 

A denúncia enviada à ANS foi feita por outra omédica, que relatava pressão por parte da operadora de saúde para que a cloroquina fosse prescrita a pacientes com covid-19. "Doutor Paulo, isso é a queixa de uma médica. Claramente, aqui tem um dossiê robusto, indicando que a Prevent estava, ao contrário do alegado, ofendendo a autonomia médica", afirmou Randolfe Rodrigues. "Vossa excelência não tinha conhecimento desse dossiê? Não chegou ao conhecimento? A ANS não tomou nenhuma providência diante desse gravíssimo caso?"

Rebello confirmou que a ANS soube das denúncias no dia 4 de outubro, última segunda-feira, às 23h40. O encaminhamento foi feito pela denunciante em abril de 2021, segundo Randolfe Rodrigues. A denunciante optou por manter a identidade em sigilo. 

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