Previsão de chuvas intensas se mantém nos próximos dias para SP, RJ, MG e BA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após uma virada de ano bastante chuvosa, a previsão é de mais precipitação entre os dias 5 e 13 de janeiro em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

O maior volume de chuvas no período irá se concentrar em São Paulo, centro e sul de Minas Gerais e no sul do Rio de Janeiro, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). A precipitação esperada nessas regiões é de 80 mm a 150 mm.

O mau tempo também irá prevalecer em outras regiões do país. No Paraná e no norte de Santa Catarina há chance de chover entre 40 mm e 80 mm. Em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal também a perspectiva é de bastante chuva, segundo o Inmet.

Os estados de Minas Gerais e da Bahia, bastante afetados pela alta precipitação desde o início de dezembro, vão continuar na mira das nuvens carregadas. O oeste da Bahia será a área de maior precipitação nos próximos dias, de acordo com o Inmet.

O acúmulo de chuvas é causado pelo fenômeno chamado Zona de Convergência do Atlântico Sul, que provoca faixas de nuvens persistentes que ficam estacionadas por pelo menos quatro dias consecutivos.

No caso da Bahia e no norte de Minas Gerais, os alagamentos foram causados por três episódios de ZCAS seguidos, que tiveram início na primeira semana de dezembro.

No território baiano houve mais um agravante climático: o aumento da temperatura do oceano Atlântico Sul em torno de 0,5°C acima da média em toda sua costa, o que favorece a formação de ZCAS.

Além disso, estão ativos o fenômeno climático La Niña e o aumento da temperatura das águas no oceano Atlântico, o que também provoca aumento significativo de chuvas.

NOVEMBRO MAIS SECO

A capital paulista teve 40 mm menos chuvas em novembro do que a média histórica, o que representa resultado 29% abaixo do esperado, segundo o Inmet.

No período, São Paulo teve acumulado de 96,8 mm e representou o oitavo mês de 2021 com déficit de precipitação. Dois meses tiveram resultados dentro da normalidade –julho e agosto – e um acima da média, outubro.

No balanço do ano, choveu 26% menos do que a média histórica, segundo o órgão federal.

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