Previsão de clima seco liga alerta para milho 2ª safra, diz AgRural

·2 minuto de leitura
Lavoura de milho em Campo Novo do Parecis (MT)

SÃO PAULO (Reuters) - A expectativa de que um clima mais seco deve atingir o centro-sul do Brasil nas próximas semanas já preocupa os produtores de milho segunda safra 2020/21, que dependem de chuvas acima da média em abril e maio para evitar perdas significativas, após o plantio feito com atraso, alertou nesta segunda-feira a consultoria AgRural.

Neste momento, com a semeadura do cereal encerrada, os agricultores estão concentrados nos efeitos do clima sobre o desenvolvimento das lavouras.

"A umidade do solo ainda é suficiente na maior parte das áreas produtoras, mas a previsão de tempo seco nas próximas duas semanas (e de muito calor em alguns pontos) preocupa, especialmente quem já tem lavouras em fase reprodutiva --poucas ainda, já que a safra foi semeada com atraso", disse em nota.

A consultoria ainda ressaltou que a safra se desenvolve com umidade adequada em Goiás e em parte de Mato Grosso, Estados que têm mais chuvas previstas para esta semana.

Baseada em linhas de tendência, a AgRural projeta 80,1 milhões de toneladas para a segunda safra de milho nesta temporada.

Em breve, esta estimativa será substituída por uma nova projeção que levará em conta as condições das lavouras em cada Estado produtor e os indicativos de produtividade.

SOJA

A colheita de soja do Brasil alcançou 78% das áreas cultivadas na safra 2020/21 até a última quinta-feira, disse a consultoria nesta segunda-feira, indicando que os trabalhos estão exatamente no mesmo patamar da média histórica para o período.

Na temporada passada, quando a colheita foi mais acelerada, a oleaginosa já havia sido retirada de 83% das lavouras.

"Os trabalhos estão praticamente encerrados em Mato Grosso e na reta final nos outros principais Estados produtores --todos agora já sem problemas significativos de qualidade por excesso de umidade", afirmou a consultoria.

A AgRural estima a produção de soja na safra 2020/21 do Brasil em 133 milhões de toneladas. O número será revisado novamente para clientes na segunda quinzena de abril.

(Por Nayara Figueiredo; edição de Roberto Samora)