Primeira-dama dos EUA vai ajudar a reunir crianças migrantes com os pais

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A primeira-dama dos EUA, Jill Biden, visitou um acampamento de migrantes no México, perto da fronteira com o Texas, em dezembro de 2020

A primeira-dama americana, Jill Biden, participará dos esforços do governo de seu marido para reunir famílias separadas pelas políticas de imigração do ex-presidente Donald Trump, disse a Casa Branca nesta sexta-feira (29).

Alinhado com suas promessas de campanha, o presidente Joe Biden planeja anunciar na terça-feira "o lançamento de uma força-tarefa para reunificação de famílias e crianças. Algo com que ele está pessoalmente comprometido e sua esposa, Dra. Biden, está pessoalmente comprometida e envolvida", anunciou Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca.

A força-tarefa ficará sob o comando de Alejandro Mayorkas, que deve ser confirmado pelo Senado como diretor do Departamento de Segurança Interna na segunda-feira, acrescentou ela.

Jill Biden, de 69 anos, tem doutorado em educação e planeja continuar lecionando em uma universidade perto de Washington enquanto seu marido é presidente.

Em dezembro, ela visitou um acampamento de migrantes no México, perto da fronteira com o Texas. "Somos uma nação acolhedora, mas essa não é a mensagem que enviamos na fronteira", disse na época.

Seu tom estava em contraste marcante com sua antecessora Melania Trump, que em 2018 visitou crianças que haviam sido presas pela política de "tolerância zero" de seu marido na fronteira enquanto usava uma jaqueta com o logotipo: "Eu realmente não me importo, e você?".

O governo de Trump separou centenas de famílias de migrantes, com crianças muito pequenas sendo tiradas de seus pais, algumas das quais foram deportadas.

Os dramas vividos pelas crianças suscitaram protestos até nas fileiras republicanas e o magnata ordenou o fim em junho, ao mesmo tempo que um juiz ordenou a reunificação das famílias divididas.

As autoridades identificaram mais de 2.700 crianças que precisavam se reunir com seus pais.

Mas os pais de 611 crianças ainda não foram localizadas, de acordo com a American Civil Liberties Union (ACLU).

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